Motoristas suspendem greve do transporte público em Ribeirão

Decisão, anunciada neste domingo (11) pelo presidente do Sindicato dos Motoristas José Henrique Bueno, suspende paralisação anunciada para começar nesta segunda

Foto: Divulgação

O Sindicato dos Motoristas de Ribeirão Preto suspendeu temporariamente a greve do transporte público, que deveria começar nesta segunda-feira (12). A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Motoristas, José Henrique Bueno. 

De acordo com o representante, a categoria recebeu  uma nova contraproposta das empresas que coordenam o transporte na cidade. A alternativa será levada à assembleia para a decisão dos trabalhadores e pode colocar um ponto final no impasse. 

“Em contato com as empresas, em último esforço para evitar a greve e maiores transtornos a população de Ribeirão Preto, foi apresentada nova contraproposta que será levada à assembleia para aprovação ou não dos trabalhadores, ficando SUSPENSA a GREVE temporariamente”, disse Bueno.

Impasse 

A classe voltou a ameaçar greve do transporte em Ribeirão  para pedir melhora nos salários e se manifestar contra cortes no vale-alimentação e também no Plano de Saúde, anunciados pelo Consórcio PróUrbano.

Segundo o responsável pelo Sindicato, José Henrique Bueno “esta é uma reivindicação antiga que foi cessada devido a falta de pagamento por parte do consórcio PróUrbano em maio anterior. Agora estamos pedindo 7,5% de reajuste salarial. Porém as empresas querem dar apenas 5%. Além disso, os patrões querem reduzir o auxílio alimentação e cortar o plano de Saúde”. Ele ainda classificou a proposta como absurda.

Devido a um impasse nas negociações com a empresa, que não aceitou a proposta do trabalhadores, o Sindicato anunciou, na última quinta-feira (8), o início de uma greve para esta segunda. 

“Eles não quiseram lavrar a ata, isso abre margem para eles contestarem o que disseram. Além disso, tentaram dar um ‘passa moleque’ na gente. Aceitaram dar o 7,59% de reajuste nos salários, mas, olha só que bonzinhos, falaram que não iam mais cortar o auxílio alimentação e nem o plano de saúde, mas não fizeram o reajuste. Por 2,49% abriram espaço para a greve já que não quiseram reajustar”, disse Bueno.

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