Com rede pública superlotada, Ribeirão vai alugar leitos de UTI e enfermaria para covid-19 na iniciativa privada

Dados do boletim epidemiológico de hoje mostram que rede pública está 102,3% da capacidade; investimento total supera os R$ 2,5 milhões

Paciente em leito de UTI - Foto: Pixabay
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A Prefeitura de Ribeirão Preto publicou, nesta terça-feira (21), um chamamento público no qual convida empresas a alugarem leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria exclusivos para o combate ao covid. O valor máximo a ser pago pela prefeitura, segundo o edital, é de R$ 2,5 milhão.

A previsão do prazo de vigência do contrato é de 90 dias, renováveis de acordo com as necessidades apontadas pela situação de emergência e o valor a ser pago pela prefeitura, de acordo com o edital, é de R$ 1,6 mil por cada leito de UTI, por dia, e R$ 1,5 mil para cada leito de enfermaria, pelo período de até cinco dias. A proposta estipula o credenciamento de fornecedores para 15 leitos em cada modalidade.  

A medida, que já havia sido defendida por instituições da área hospitalar privada, ocorre depois de a rede pública de atendimento, que atende pelo Sistema Único de Saúde – ou seja, Hospital das Clínicas, Hospital Estadual, Beneficência Portuguesa, Santa Casa e Hospital Santa Lydia – estarem superlotados, com 102,3% da capacidade. Os hospitais têm, portanto, mais pacientes do que vagas.

Já na rede particular, o índice de ocupação é menor, de 74,1%.

O edital com os termos da contratação poderão ser retirados pelos interessados em prestar o serviço.

Procurada, a prefeitura não informou detalhes sobre a contratação dos leitos até o fechamento da matéria.

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