Polícia realiza operação contra circuito de tráfico de drogas entre Ribeirão e Bahia

Agentes da região da Chapada Diamantina cumpriram pelo menos 20 mandados de busca e apreensão; equipe acredita que grupo tem relação com mortes ligadas à facção criminosa

Imagem ilustrativa da delegacia da Polícia Civil - Foto: Lucio Mendes

Uma operação da Polícia Civil da Bahia, contra um circuito de tráfico de entorpecentes, cumpre três mandados de busca e apreensão e dois de prisão em Ribeirão Preto, na manhã desta sexta-feira (18). Os agentes suspeitam que o grupo está envolvido com uma facção criminosa e que ações dos suspeitos têm relação com guerra do tráfico e mortes que têm ocorrido na Bahia e no estado de São Paulo.  

A operação investiga um grupo por suspeita de transportar drogas, principalmente maconha, de Ribeirão Preto para distribuição em cidades da Bahia, desde o ano de 2019. Segundo o delegado Thomas Victor Galdino, de Iraquara, na região da Chapada Diamantina, os agentes acreditam que os envolvidos tenham ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A facção supostamente estaria envolvida ainda em uma série de homicídios que tem ocorrido tanto na Bahia, quanto no estado de São Paulo. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a guerra entre o PCC e o Comando Vermelho (CV), chegou à 14ª vítima nesta quinta-feira (17). De acordo com Galdino, o objetivo da operação é justamente combater o tráfico, que está diretamente ligado com as mortes. 

Operação 

Em Ribeirão Preto, a equipe cumpre três mandados de busca e apreensão e dois de prisão, de um total de 20 mandados de busca e apreensão 13 de prisão expedidos. Os alvos são os bairros Parque Industrial Avelino Alves Palma, Adelino Simioni e Jardim Manoel Penna.

De acordo com o delegado de Iraquara, o grupo é formado por bandidos já conhecidos da polícia que, inclusive, possuem fichas criminais por associação ao tráfico. Na cidade, pelo menos dois estão envolvidos com a distribuição das drogas.

A polícia chegou aos suspeitos por meio da investigação, que começou há dois anos, depois da prisão de envolvidos com o grupo que relataram para os agentes detalhes do circuito. 

Até então, os suspeitos ainda não foram detidos, mas os oficiais já apreenderam celulares que podem ajudar nas investigações que devem continuar. 

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