Em nota, Mancha Alvinegra nega ataque à sede da torcida do Botafogo

Na noite desta quarta-feira (22), agremiação usou as redes sociais para lamentar o ocorrido e acusar a reportagem da Thathi de publicar falsas acusações; Grupo mantém as informações publicadas

Nota oficial foi publicada nas redes sociais da Mancha Alvinegra Foto: Reprodução

Depois de o Grupo Thathi publicar a matéria Come-fogo termina com quebra-pau entre torcidas organizadas, a torcida Mancha Alvinegra, do Comercial, se manifestou, na noite desta quarta-feira (22), em uma nota oficial afirmando que, embora as imagens mostrem pessoas com a camisa da agremiação durante o ataque à sede da torcida do Botafogo, a entidade não teve participação no evento.

A agremiação usou as redes sociais para acusar a reportagem da Thathi de veicular falsas acusações. “As palavras colocadas pela repórter Taiana [Tainá] Lourenço, são no mínimo infeliz (sic), pois o fato de não conseguir falar com nenhum diretor ou o presidente do Grêmio Recreativo Torcida Mancha Alvinegra, não dá direito a colocar os fatos de forma distorcida. Somos a favor da imprensa livre, mas não podemos admitir sermos acusados injustamente”. 

Na publicação, a torcida Alvinegra disse ainda que os fatos veiculados pelo Grupo Thathi, apesar de confirmados pela reportagem, não são prova de que integrantes da agremiação participaram do ataque, que classificou como “lamentável”.

“O Grêmio Recreativo Torcida Mancha Alvinegra lamenta os fatos ocorridos nesta terça-feira, fatos estes provocados sim por torcedores de ambos os lados. Torcedores que podem ou não fazer parte de torcida organizada, seja a nossa ou de outras, mas não podemos controlar os ânimos de todos”. 

Apuração

A Mancha afirmou também que a diretoria pretende aplicar todas as medidas cabíveis aos integrantes que tiverem a participação no ato confirmada.

“Esperamos que as apurações sejam feitas com a devida responsabilidade e não com o depoimento de pessoas que não se identificam. Estamos à total disposição da lei para qualquer investigação”, informou a torcida.

“Lamentamos o ocorrido, mas não vamos aceitar levar a responsabilidade de toda briga que existe entre torcedores da cidade. Sendo elas de torcida organizada ou não”, finalizou. Confira aqui a nota da Mancha Alvinegra na íntegra

Posição 

O Grupo Thathi mantém todas as informações publicadas e assegura que as fontes não foram anônimas, porém suas identidades não foram reveladas para garantir a segurança delas. 

Existem ainda áudios da comunicação entre integrantes da torcida Mancha Alvinegra e também de moradores da região que presenciaram o caso, além dos vídeos já veiculados, que comprovam que os ataques foram realizados pelas agremiações do Comercial em parceria com a Jovem Ponte, da Ponte Preta. 

Em nota, a Polícia Militar informou ainda que recebeu denúncias referentes à ocorrência. “Houve algumas solicitações via fone de emergência 190 sendo que o atendimento gerado descrevia que um grupo de torcedores soltaram fogos de artifício no imóvel da sede da torcida rival, várias viaturas foram deslocadas ao local”, escreveu a organização que disse que o caso será apurado. 

O grupo Thathi informa ainda que manteve contato com dois ex-diretores da Mancha Alvinegra, porém, ambos informaram que não comentariam o caso após a saída da direção da agremiação.

O caso 

No início da noite desta terça-feira (21), após o término da partida entre o Botafogo e o Comercial, integrantes da Mancha Alvinegra, do Comercial, e da Jovem Ponte, da Ponte Preta, tentaram invadir a sede da Fiel Força Tricolor (FFT), do Botafogo, na rua Gonçalves Dias, no bairro Vila Tibério.

De acordo com testemunhas que estiveram no local, cerca de 40 integrantes da Mancha e da Jovem, torcidas aliadas, chegaram em uma van na sede da torcida do Pantera, onde pelo menos 20 pessoas estavam reunidas. 

Armados com barras de ferro, as torcidas invasoras tentaram forçar a passagem para dentro da sede da FFT. Uma parte dos torcedores do Bota saiu em defesa do local e uma briga generalizada começou. 

“A Mancha veio aqui, a briga foi feia. Seguramos o nosso patrimônio o máximo que deu. Os cara estavam com a Jovem Ponte, vieram em uma van de Campinas, o que deu para fazer mesmo foi defender nosso patrimônio”, disse uma testemunha que estava no local e participou da briga, cuja identidade não será divulgada para preservar sua segurança. 

“A torcida do Comercial subiu a rua do bar aqui. Estavam todos armados com barra de ferro na mão, cabos de enxadas. Subiram essa rua com gritos de guerra, quebraram tudo por lá. Estavam numa turma de caras novos, todos chapados. Foi feio”, relatou outro morador que presenciou a cena.

A confusão foi registrada por uma câmera de segurança, próxima à sede da FFT, cuja imagens a reportagem da Thathi conseguiu com exclusividade. Veja abaixo: 

Em nota, a diretoria da Fiel Força Tricolor (FFT) disse apenas que não vai se pronunciar sobre o caso.

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