ButanVac | Anvisa autoriza início da vacinação em voluntários de Ribeirão

Fase de testes, realizada no Hospital das Clínicas, vai analisar a eficácia da vacina produzida pelo Butantan

Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira (7) o início da vacinação de voluntários do estudo clínico da vacina Butanvac. O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan e o teste é realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP).

Essa será a primeira vez que a vacina será aplicada em humanos. Nesta fase, o estudo, dividido em duas etapas, vai contar com 418 voluntários que se cadastraram em junho.  

Ao todo, a fase clínica 1 e 2 tem previsão de 6 mil voluntários com 18 anos ou mais e a Butanvac será aplicada com duas doses em um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda.

De acordo com a Anvisa, a pesquisa clínica do novo imunizante em humanos vai ajudar a determinar se a vacina é segura e tem resposta imune capaz de prevenir a Covid-19. 

O imunizante

Produzida pelo Instituto Butantan, a tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle – uma infecção que afeta aves – geneticamente modificado. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do próprio Instituto, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

A Doença de Newcastle se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de Influenza do Butantan.

O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, o que poderia, segundo o Butantan, ser uma alternativa muito segura na produção. Ele é inativado para a formulação da vacina.

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