Após acordo judicial, Bambi ficará no Santuário dos Elefantes (MT)

As partes chegaram ao ponto comum de que a permanência de Bambi no Mato Grosso estaria condicionada a abdicação do recurso de Dano Moral Coletivo

Elefanta Bambi brincando com terra no Santuário - foto: Divulgação SEB

A elefanta Bambi ficará no Santuário dos Elefantes, no Mato Grosso, conforme decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto. A determinação foi dada depois de um acordo, entre a ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e Ribeirão, durante uma audiência judicial que aconteceu na última terça-feira (3).

Sendo assim, chegou-se ao ponto comum de que a desistência do município paulista, sobre o retorno do animal ao Zoológico Fábio Barreto, estaria condicionada a abdicação da Organização do recurso de Dano Moral Coletivo, previsto em R$200.000.

A pendenga judicial já durava aproximadamente dois anos. Em setembro de 2020, Bambi foi para o Mato Grosso, após uma decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do estado de São Paulo (TJSP).

O pedido havia sido negado em primeira instância. Na época, a advogada da ONG, Ana Paula Vasconcelos, afirmou que a elefanta sofria maus tratos físicos e também psicológicos.

Como Bambi chegou a Ribeirão

Bambi tem aproximadamente 58 anos e, antes de ser recepcionada pelo Zoológico Fábio Barreto, era usada em números do Circo Stankowich. Contudo, foi apreendida Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e encaminhada a Leme.

Tempos depois, no ano de 2014, ela foi encaminhada para Ribeirão Preto, onde permaneceu por seis anos. Entretanto, no dia 24 de setembro, deixou à cidade, em uma viagem de quase 35h, até o Mato Grosso.

A transferência havia sido postergada, devido aos biólogos, na época, acharem que a elefanta estava desconfortável e agitada no compartimento do transporte. Os especialistas, então, realizaram novos procedimentos para viabilizar o transporte.

Manifestações

Após três meses da transferência de Bambi, o promotor Wanderley Trindade pediu a volta à cidade de Ribeirão. Isso porque, segundo o profissional, o animal estava sendo bem tratado e era um patrimônio da cidade.

Além disso, afirmava que o Fábio Barreto realizava adequações para o conforto e permanência do bicho e que seguia as determinações da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, bem como demais órgãos de defesa dos animais.

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