Prefeitura não utiliza repasse da Câmara para o combate ao Covid-19

O secretário explicou que não tinha informações exatas sobre o destino destes recursos

Foto: Aline Pereira

Em reunião realizada nesta terça-feira (28), os vereadores receberam o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini,  para expor a situação de Ribeirão Preto em relação à pandemia ocasionada pelo disseminação do novo coronavírus. A iniciativa é do vereador Renato Zucoloto (Progressista), através de requerimento aprovado pelo plenário.

O presidente da Câmara, Lincoln Fernandes (PDT), questionou a destinação do repasse realizado pela Câmara Municipal no início da pandemia no valor de R$ 3 milhões. O secretário explicou que não tinha informações exatas sobre o destino destes recursos. Isso porque, o repasse do Legislativo é feito para a Secretaria da Fazenda.

Em plenário, além do secretário, estava o presidente da Câmara Lincoln Fernandes (PDT) e Renato Zucoloto. Os demais vereadores participaram através de videoconferência, mantendo as recomendações para contenção da pandemia.

Foi alertado aos vereadores que a evolução de fases no Plano São Paulo, depende muito da população, quanto maior o isolamento e distanciamento menor a taxa de transmissão, e neste caso, a evolução não depende somente do aumento de leitos.

O secretário comunicou também que o município está aumentando os números de leitos, seja através do Hospital das Clínicas com novos 18 leitos, o Santa Lydia com mais cinco, e até o momento, mais cinco da rede privada que o município contratou através de convênio.

Sobre o uso da hidroxicloroquina, Sandro explicou que como gestor público não pode prescrever na rede pública medicamento sem estudo cientifico que comprove a sua eficácia para o Covid-19, desta forma a Secretaria da Saúde segue o protocolo do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência na região para o coronavirus. O mesmo não pode ser aplicado à rede privada, que muitas vezes prefere a economia de receitar um medicamento de baixo custo a realizar o exame que tem custo elevado.

Foram lembrados os profissionais de saúde que contraíram o vírus, e a falta de recurso humano em todas as frentes no combate à pandemia.

Sobre os projetos e indicações de autoria do legislativo, e que foram negados pelo prefeito, Sandro relatou que normalmente os projetos chegaram à secretaria, mas a recusa se deve que muitas vezes o projeto já encontra-se em execução ou por falta de recurso humano para executa-lo, visto que a secretaria está com cerca de 1.200 funcionários afastados.

Scarpelini justificou o vídeo realizado pelo prefeito comunicando que o Hospital Santa Lydia seria exclusivo para tratamento do COVID-19, como uma falha na comunicação entre eles. O hospital em questão continua com atendimento na área de pediatria e Centro de Terapia Intensiva, todos devidamente preservados dos leitos destinados ao COVID.

Alguns vereadores ainda questionaram sobre limitação de ônibus, horários de funcionamentos de comércio essencial, mas devido o horário de início da sessão ordinária regimentalmente não podendo ser adiado, não houve possibilidade de todos se manifestarem.

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