Comércio e shoppings voltam a funcionar na segunda, diz Nogueira

Decreto que regulamenta questão deve ser publicado até amanha; confira o que pode abrir

Foto: Reprodução/Grupo Thathi de Comunicação

A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (28), os setores que poderão abrir, com restrições, a partir de segunda-feira (1). Destaque para a volta do comércio, tanto na rua quanto em shoppings, que poderão funcionar com parte da capacidade.

A flexibilização será possível por conta de um decreto estadual, feito pelo governador João Doria (PSDB), que deixou a cargo dos municípios a decisão sobre a retomada das atividades, desde que se enquadrem em patamares mínimos de segurança fixados pelo governo estadual.

Nogueira determinou, no caso de Ribeirão, que o comércio de rua abrirá das 10h às 18h, enquanto, nos shoppings, a abertura será do meio dia às 20h, sendo permitida a entrada de 35% da capacidade. As vagas de estacionamentos também só serão liberadas nessa proporção.

Também podem funcionar com restrições concessionárias de veículos, imobiliária e escritórios administrativos e comerciais.

O decreto regulamentando o retorno às atividades deverá ser publicado até a tarde de sexta-feira (29). “Estamos preparando os protocolos para serem anunciados e devem ser publicados amanhã [sexta-feira], para que atividades possam funcionar a partir da segunda-feira, dia 1º de junho”, disse o prefeito Duarte Nogueira (PSDB), durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Rio Branco.

Fiscalização e análise

Benedito Maciel, superintendente do HC – Foto: Divulgação

A fiscalização da abertura será feira, de acordo com o secretário adjunto da Casa Civil de Ribeirão Preto, Antônio Daas Abud, pela Fiscalização Geral do município, pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, que poderão, inclusive, aplicar multas em caso de descumprimento.

“Será obrigação de todos colocar na porta qual é a capacidade total e a capacidade reduzida, ou seja, quantas pessoas podem estar dentro das lojas. Além da obrigação do uso de máscara e de outras medidas sanitárias”, explica.

A medida, entretanto, chegou a ser criticada pela área médica, entre eles o superintendente do Hospital das Clínicas, Benedito Maciel, além do Rodrigo Stabeli, pesquisador da Fiocruz. “Acredito que esse não é o momento para uma reabertura”, disse ele, em entrevista concedida nesta quarta (27) ao programa Mentoria 2020, comandado pelo empresário Chaim Zaher no Grupo Thathi.

Validade

As medidas a serem implementadas valerão até 14 de junho, quando a situação da cidade será reavaliada. Se Houver melhora na situação, será possível ampliar ainda mais o leque se aberturas, incluindo bares, restaurantes e salões de beleza.

Para isso, a cidade precisará manter sob controle a taxa de ocupação de UTSs e óbitos causados por covid-19. Além disso, fatores como número de casos e internações também serão avaliados.

“Seremos avaliados quanto à evolução da epidemia, sendo que o número de casos novos nos últimos sete dias tem que ficar entre 1% e 2% em comparação ao últimos dias, o mesmo valendo para o número de novas internações, que devem ficar entre 1% e 1,5%, e o número de óbitos, entre 1% e 2% em relação ao período anterior”, explicou o prefeito Duarte Nogueira (PSDB).

Flexibilização

Denominado Plano São Paulo, a proposta de flexibilização aprovada pelo governo Doria prevê cinco etapas. As regiões serão classificadas em fases por cor, de acordo com os critérios definidos pela secretaria estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência para Coronavírus.

Ribeirão está inserida na fase dois, denominada laranja. Outras regiões do Estado estão na terceira fase, amarela, que permite a abertura de mais setores.  Há, ainda, regiões que estão na fase vermelha, considerada mais grave, como o caso da Baixada Santista. Nesses locais, apenas serviços fundamentais permanecerão funcionando, exatamente como acontece hoje.