Câmara rejeita repasse de R$ 4,5 milhões ao Consórcio Pró-Urbano

Vereadores rejeitaram projeto do prefeito Duarte Nogueira; empresas não garantem continuidade do serviço

Terminal urbano de Ribeirão - Foto: Murilo Badessa

Em sessão realizada na tarde desta quinta-feira (14), os vereadores de Ribeirão Preto recusaram projeto, enviado pelo prefeito Duarte Nogueira (PSDB), que previa o adiantamento de R$ 4,5 milhões ao Consórcio Pró-Urbano, responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade. O repasse havia sido apontado pelo consórcio como fundamental para garantir o equilíbrio das empresas. Nesta semana, houve paralisação das atividades na segunda-feira (11).

A proposta, que pretendia antecipar os recebíveis referentes ao pagamento de subsídio aos passageiros estudantes com isenção tarifária, foi rejeitada por unanimidade pelos parlamentares.

De acordo com o PróUrbano, a antecipação do repasse é necessária devido à queda no número de passageiros, deixando as empresas que compõem o consórcio sem dinheiro. “O sistema entrou em colapso, gastando muito mais do que arrecada, operando com 70% da frota e com receita em torno dos 20% do que arrecadava anteriormente. Com a quarentena estendida até o dia 31, o transporte não tem condições de continuar se não tiver alguma ação por parte da Administração Pública”, afirmou o consórcio, em nota anterior sobre o assunto, enviada à imprensa antes da votação.

O consórcio foi questionado se a ação da Câmara inviabilizaria o acordo que garantiu o funcionamento normal do transporte coletivo da cidade, mas não respondeu até a publicação da matéria.