Pro-Urbano garante fim da greve dos motoristas de ônibus hoje

“As empresas vão pagar os salários e não vai haver greve”, disse Cherulli, chefe do Consórcio

Imagem ilustrativa do transporte público em Ribeirão Preto - Foto: Arquivo Grupo Thathi

A greve dos motoristas de ônibus do transporte coletivo de Ribeirão Preto chega ao fim após o pagamento dos salários atrasados dos grevistas. Uma reunião ocorreu na noite de ontem, segunda-feira (11), onde foi decretado o pagamento.

O Consórcio Pro-Urbano, que tinha afirmado anteriormente a situação de colapso como causa do atraso nos pagamentos, pedindo ainda alguma ação da prefeitura.

A paralisação foi decidida pelo Sindicato. De acordo com Alcides Lopes,vice presidente do Sindicato, a paralisação aconteceu devido um atraso do pagamento a qual não era justificado. “ “As empresas vêm sistematicamente atrasando salários. Os trabalhadores já estavam em estado de greve.  A empresa atrasa o pagamento, não sei qual o motivo. Diante disso, a direção do sindicato, e os trabalhadores, decidimos pela paralisação”, disse Alcides para o Grupo Thathi.

Devido a ameaça de paralisação, o consórcio Pro-Urbano agiu, junto com a prefeitura, e atualizou a situação de atraso com todos os trabalhadores envolvidos.

“As empresas vão pagar os salários e não vai haver greve”, disse Cherulli, chefe do Consórcio.

Paralisação

A paralisação aconteceu devido o atraso nos salários dos trabalhadores, que, devido a pandemia, tiveram uma redução no tempo de serviço, e consequentemente a redução do salário, mesmo com o Consórcio em dívida com salários atrasados.

“Esperamos que todos entendam nossa situação. Estamos com salário reduzido em 25%, muitos com contrato de salário suspenso. As empresas recebem para trabalhar, e nós trabalhamos para receber”, disse João Henrique Bueno, presidente do Sindicato dos empregados do transporte coletivo de Ribeirão.

A prefeitura informou que o consórcio Pro-Urbano foi notificado, pela Transero, para que “tome as providências necessárias a fim de retomar o serviço do transporte coletivo urbano no município”. A administração não respondeu, entretanto, que medidas poderia aplicar contra as empresas, em caso de descumprimento, nem garantiu que o serviço será efetivamente prestado.

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