Ás vésperas do aniversário de 117 anos, segunda mulher mais velha do mundo vence o Covid-19

Ela contraiu a doença em janeiro e não teve sintomas; na casa de repouso onde mora, dez idosos morreram

Irmã Andrée, que vive em casa de repouso, é a idosa mais velha do mundo a vencer o Covid-19 - Foto: Divulgação
Continua depois da publicidade

Às vésperas de completar 117 anos, a francesa Lucile Randon, conhecida como irmã Andrée, tornou-se a pessoa mais velha do planeta a vencer o Covid-19. Ela testou positivo para o novo coronavírus em 16 de janeiro na casa de repouso onde vive, em Sainte Catherine Labouré, em Toulon, na França, e estava em isolamento até esta segunda-feira (8).

Lucile Randon nasceu em 11 de fevereiro de 1904, na cidade francesa de Ales. Ela adotou o nome de Irmã Andre quando ingressou em uma ordem católica em 1944. Cega e parcialmente surda, a freira conseguiu sobreviver às duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1944) após perder os dois irmãos no front de batalha.

“Eu nem sabia que tinha”, teria dito surpresa a freira, segundo o jornal francês Lavoix Du Nord. Ela é a pessoa mais velha da Europa e a segunda mais idosa do mundo, atrás somente da japonesa Kane Tanaka, de 118 anos.

Sem medo

Irmã Andrée, que vive em casa de repouso, é a idosa mais velha do mundo a vencer o Covid-19 – Foto: Divulgação

Questionada se teve medo do vírus, a Irmã Andre disse à rede de televisão francesa BFM: “Eu não tive medo porque não tenho medo de morrer. Estou feliz por estar com vocês, mas gostaria de estar em outro lugar, junto ao meu irmão, meu avô e minha avó”.

Segundo a equipe médica, Irmã Andrée não apresentou sintomas graves, como a maioria dos infectados pela doença na casa de repouso que mora. Viviam 88 idosos no lugar, sendo que 81 contraíram a doença. Dez morreram.

Isolamento

Para proteger os demais idosos da casa de repouso, a equipe isolou a freira durante boa parte de janeiro.

Segundo a direção da casa de repouso, a freira não demonstrava temer os efeitos do novo coronavírus. “Ela não tinha medo da doença. Estava muito preocupada com os outros moradores”, conta David Tavella, responsável pela comunicação da casa de saúde.

Nenhuma postagem para exibir