Uso prolongado de máscaras exige cuidado com a pele

Médica orienta como evitar lesões e inflamações

Máscara cirúrgica ilustrativa - foto: iStock

Um ano após o início da pandemia da Covid-19, a máscara tornou-se uma importante barreira de proteção contra o vírus, pois evita o contato das gotículas expelidas pelas pessoas ao tossir, espirrar e até mesmo durante as conversas. Cirúrgica ou de tecido, seu uso é indispensável, o contato prolongado com a pele pode causar lesões ou agravar doenças dermatológicas, segundo a dermatologista Flávia Villela.

De acordo com a médica, dentre as principais ocorrências estão a dermatite de contato e doenças dermatológicas preexistentes como acne, rosácea e dermatite seborreica. “Com o bloqueio da passagem de ar, as glândulas sebáceas se tornam mais atuantes, deixando a pele oleosa”, informa.

Flávia destaca alguns cuidados que podem ajudar, como a troca da máscara a cada três horas, para evitar o acúmulo de impurezas; O uso de máscaras de tecido, principalmente de algodão, que permitem que a pele respire melhor; Além da compra de máscaras do tamanho correto do rosto, para evitar marcas e machucados; Por fim, a especialista diz que os modelos de tecido devem ser lavados diariamente e os sintéticos descartados após o uso.

A limpeza e hidratação da pele do rosto também ajudam na prevenção, diz a dermatologista. A recomendação é para que a higienização do rosto seja feita pelo menos duas vezes ao dia, com sabonete líquido de pH neutro e que os produtos usados para a hidratação contenham ingredientes calmantes e sem fragrância. “Evite colocar a máscara sobre lesões de pele, eczema ou hiperemia, sem o devido tratamento prévio. Ao sinal de qualquer lesão ou inflamação, é importante que o médico seja consultado”, orienta Flávia.

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