Vigilante picado por aranha espera há mais de 24 por internação

O homem de 44 anos está na UPA Norte e, segundo a família, sofre com infecção na perna

O vigilante Márcio Prado, de 44 anos, aguarda internação há mais de 24 horas na UPA Norte em Ribeirão Preto. Ele teria sido picado por uma aranha marrom na última sexta-feira (22) no local onde trabalha, na Estrada do Piripau. Na mesma noite, segundo a esposa, Angelita Prado, ele teria reclamado de fortes dores.

“No dia seguinte, ele acordou com febre, ainda sentindo dores e o local da picada estava inchado e vermelho. Então, corri com ele para o Posto de Saúde da Vila Albertina. Lá o médico disse que ele estava com uma glândula inflamada”, contou Angelita.

Após o atendimento no postinho, o vigilante viu o caroço na virilha estourar e vazar um líquido de cheiro forte. A partir de então, seu estado de saúde piorou e a esposa voltou a procurar atendimento médico.

“Na quinta-feira (28) viemos para a UPA Norte. Aqui, ele foi atendido, constataram que o problema era mesmo a picada da aranha e ele foi medicado”, disse a esposa do vigilante.

Análise

Ainda de acordo com a família de Márcio, os médicos teriam reconhecido a urgência do caso e solicitado a internação, mas não haveria vaga nos hospitais da rede.

“O médico disse que conforme o veneno circula vai necrosando o tecido da perna e ele terá de passar por cirurgia para retirar a carne morta. Além disso, a infecção já teria ido para o sangue”, lamentou a mulher.

Chorando à frente da unidade de saúde, Angelita passou a tarde ligando para familiares, amigos e para a imprensa pedindo socorro.
“Temos duas filhas, ele é um pai sensacional, forte… Temos medo de perdê-lo”, disse ela.

Na quarta-feira (27), o patrão de Márcio encontrou uma aranha marrom em seu local de trabalho, o mesmo tipo de inseto que teria atacado o vigilante.

Outro lado

Em nota à redação, a Secretaria Municipal da Saúde informou que “a regulação é prerrogativa do médico que está à frente do cuidado do paciente”.

O órgão ainda garante que Márcio “está recebendo toda a assistência necessária enquanto aguarda transferência para hospital”. E orientou a família a procurar a assistente social da unidade de saúde.

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