Vídeo| Ribeirão vive expectativa de sair do “vermelho” mas possibilidade preocupa pesquisador

Para Domingos Alves, professor do Laboratório de Inteligência em Saúde, não há transparência dos dados e possível mudança de fase pode levar ao agravamento da situação

Ribeirão Preto está vivendo a oitava semana na fase vermelha. Mesmo com o crescimento do número de confirmações e de mortes pela doença, há expectativa de que o governador João Doria, na próxima sexta (07), anuncie a mudança de fase. Isto porque, de acordo com o Plano São Paulo, a ocupação de leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus é um dos índices avaliados pelo governo estadual para definir qual fase cada cidade deve ocupar.

Considerando este dado, a situação de Ribeirão Preto apresentou melhoras. Segundo o site leitoscovid.org, ontem (03), dos 190 leitos de UTI, 47 estavam ocupados (80%) e dos 169 leitos de enfermaria, 78 estavam ocupados (38%).

Já os números de casos confirmados e mortes ainda preocupam. Quando comparados os meses de junho e julho, segundo a data de inclusão das confirmações no boletim, percebe-se que no mês passado aconteceu um aumento significativo. Junho apresentou 3.841, enquanto julho fechou com 8.566, sendo 4.725 casos a mais. Em relação às mortes, considerando o mesmo critério que é o de inclusão no boletim epidemiológico, o mês passado também apresenta crescimento. Junho teve 131 óbitos e em julho foram 216.

Domingos Alves, professor do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em entrevista ao Grupo thathi na manhã desta terça (04), comentou que, pelos critérios utilizados, acredita que Ribeirão Preto vai sair da fase vermelha. “Ribeirão deve passar de fase. Isto porque a taxa de ocupação de leitos, que é um dos parâmetros mais importantes do Plano São Paulo, vai utilizar a taxa de ocupação de leitos regional que tá em torno de 77% e isto tem sido feito com o aumento do número de leitos e não com a diminuição sustentável no número de internações”, afirma Domingos.

O professor não concorda com a possibilidade da cidade deixar a fase vermelha. “Do que eu tenho visto do número de casos, do número de internação, do número de óbitos, na cidade de Ribeirão, este não era o momento de nenhuma abertura”, explica. Ele ainda cita o comportamento da população como fator decisivo para o futuro da cidade. Ele afirma que mesmo estando “no vermelho”, a população foi às ruas, alguns não usam máscaras e teve lotação em ônibus. “Com a abertura esse cenário vai ficar mais relaxado ainda e deve nas próximas semanas agravar o número de casos e óbitos”.

Opinião

Acompanhe no vídeo abaixo a entrevista do professor Domingos Alves ao repórter Correa Junior, exibida na programação do Grupo Thathi.

População

Sobre a possibilidade de Ribeirão sair da fase vermelha, a equipe do Grupo Thathi também falou com a população. Confira no vídeo a seguir.

A doença em gráficos

Acompanhe os comparativos, desde o início da pandemia do novo coronavírus, em relação aos casos confirmados e óbitos.

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