Sinal de perigo no verão pós-vacinas

Especialista ensina técnica para avaliar pintas e manchas antes de viajar e alerta: “Não há mais horário seguro para tomar sol”

Imagem ilustrativa Foto: Angela Roma / Pexels

Vacina em dia, verão chegando… combinação perfeita para umas férias de libertação depois do longo período de confinamento e restrições da pandemia. A tendência já aparece na crescente procura por destinos nacionais e também sinaliza o tempo ideal para um check-up da pele antes de viajar.

O uso de máscaras e o isolamento social manteve grande parte das pessoas longe da exposição solar por quase dois anos. De acordo com a médica Flávia Villela, especialista em dermatologia, o cuidado agora deve ser redobrado, principalmente para quem vai viajar no fim de ano para praia ou locais ao ar livre. “Não dá mais para falar para tomar o sol antes das 10h e depois das 16h, o índice de radiação hoje é bem alto”, destaca.

Além do filtro solar obrigatório, é importante conferir manchas e pintas que possam ter surgido no corpo e rosto antes de tomar sol diretamente nessas áreas. “Toda pinta tem de ser observada e muito bem observada, de crianças a idosos”, explica a médica.

ABCDE das Pintas

“Diferenças das lesões podem soar como um alerta quando identificamos uma pinta”, conta Flávia Villela.Para saber quais sinais na pele indicam perigo, a médica indica uma técnica simples de observação chamada ABCDE das Pintas.

A pessoa pode fazer em casa mesmo e, identificando algum dos cinco pontos, vai saber se é hora de procurar um dermatologista.

São eles: assimetria no formato (um lado mais que o outro); bordas (pintas redondas são normais, mas se estiverem irregulares nos cantos, pode ser um indício de que precisam de remoção); cor alterada (variedade de tons, geralmente de preto); diâmetro maior que 6 mm e evolução (mudanças em tamanho, forma, cor, casquinhas e sangramento).

“Câncer é o que mais nos preocupa, mas existem outras manchas decorrentes do do sol, sem contar o envelhecimento da pele. Se a pessoa, entretanto, tem antecedente de câncer de pele nos pais ou avós, é interessante uma avaliação de todo corpo a cada 6 meses”, diz a médica.

Muitas vezes a situação se resolve apenas com uma pequena remoção cirúrgica da pinta ou com um procedimento de prevenção. “ Se for o caso, o médico remove a pinta e encaminha para biópsia. Há também vários tratamentos em consultório mesmo, como peeling e laser, que fazem as remoções das manchas do sol.”, aponta Flávia Villela.

O que provoca manchas e pintas na pele?

“As pintas são um erro de produção do nosso organismos e formam uma reação hiperplásica. São muito comuns, tem pessoas com vários tipos de pintas e não são malignas, mas tem de ser observadas”, conta a médica Flávia Villela.

Já as manchas são reações diferentes e podem ou não estar ligadas à exposição ao sol. “Manchas são mais organizadas que as pintas. Também são maiores e mais diversificadas”, destaca a especialista.

Ela recomenda sempre uma avaliação clínica para um veredito final sobre o risco da mancha ou pinta. “A dica é sempre a proteção solar, uso do filtro solar em todo corpo, inclusive no couro cabeludo, com as roupas de proteção ultravioleta, UVA e UVB, bonés, blusas, biquínis, maiôs, vários acessórios para proteger nossa pele”, afirma.

Cresce procura por voos no Brasil

O país registrou alta nas decolagens pelo quinto mês consecutivo, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). O levantamento teve como base dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) até o mês de setembro de 2021.

O país ainda não alcançou os índices anteriores ao da pandemia, mas com os 1.793 voos domésticos registrados em setembro já atingiu 74,6% da oferta do início de março de 2020. É o segundo melhor índice do ano, abaixo apenas de janeiro de 2021, que teve 75% de retomada.

A pandemia de 2020 provocou a pior crise da história da aviação. A recuperação no Brasil é atribuída principalmente à vacinação da população contra Covid-19 realizada este ano.

Nenhuma postagem para exibir