Saúde mental e emocional continuam sendo desafio no mundo frente a pandemia

Psicólogas alertam que qualquer alteração no comportamento do indivíduo deve ser investigado; profissionais dão dicas sobre como amenizar o estresse e cuidar da saúde da mente

Volta ao trabalho pode gerar pânico e mal estar pós-pandemia - Foto: Divulgação

Mudanças na rotina por conta do distanciamento social, problemas econômicos/financeiros e mudanças no processo de vivenciar o luto são exemplos de fatores que contribuíram para que parte da população mundial disparasse o chamado gatilho emocional durante a pandemia da Covid-19, reforçando a relevância de campanhas como o Janeiro Branco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 em cada 100 pessoas no Brasil tem algum tipo de transtorno de ansiedade.

Ainda de acordo com a OMS, os transtornos mentais são responsáveis por mais de um terço do número de pessoas incapacitadas nas Américas. A situação é tão preocupante que, recentemente, a OMS fez um alerta à comunidade médica sobre o risco de uma epidemia paralela diante do impacto mental causado na população decorrente das dificuldades vividas durante a pandemia.

Leidiane Martinez (à esq.) e Thais Alves, psicólogas – Foto: Divulgação

“Infelizmente, a saúde mental do brasileiro piorou nos últimos tempos e a causa principal tem sido a pandemia. As pessoas passaram a sentir mais medo, se tornaram ansiosas (ou mais ansiosas) diante a ameaça da doença e da realidade econômica que o vírus impôs. Para muitas pessoas, não é fácil lidar com as emoções e sentimentos causados por algo que afeta milhares de pessoas”, explica Leidiane Martinez, psicológica e uma das responsáveis técnicas da clínica Core Psicologia.

Janeiro branco

A abordagem do tema Janeiro Branco se faz mais do que necessária neste momento: em 2020, a busca no Google por temas ligados a transtornos mentais aumentou 98% em relação à média constatada nos dez anos anteriores. A pergunta “como lidar com a ansiedade” bateu o recorde de buscas, alcançando um crescimento de 33% em relação a 2019.

“O que importa neste momento é que toda pessoa, independente de classe social e gênero, ao perceber qualquer tipo de alteração em seu comportamento, deve procurar imediatamente por ajuda. Não se pode achar que isso é bobagem”, destaca Thaís Alves, também psicológica e sócia da clínica Core Psicologia.

Segundo a OMS, diversos fatores podem colocar em risco a saúde da mente dos indivíduos; entre eles, rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos.

Confira dicas  para manter a saúde da mente:

1. Prática de atividade física compatível com a possibilidade de cada pessoa. É sempre importante passar por orientação e avaliação médica.
2. Práticas de relaxamento, meditação, yoga ou terapias holísticas.
3. Leitura.
4. Ouvir uma boa música e que seja do agrado pessoal.
5. Boa noite de sono.
6. Alimentação saudável e também adequada às necessidades de cada pessoa.
7. Ter apoio profissional especializado

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