Ribeirão confirma uso de 58 mil doses de lotes de CoronaVac suspensos pela Anvisa

O número corresponde a 7,2% do total de doses aplicadas na cidade; em nota, o Butantan atestou a qualidade do produto

Imagem da vacina Coronavac - Foto: Agência Brasil

Ribeirão Preto aplicou 58 mil doses da CoronaVac dos lotes suspensos cautelarmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), neste sábado (4). A cidade recebeu dois dos 20 lotes que foram alvo da medida. 

“Os lotes  J 202106031 e H 202106042 foram recebidos nos meses de julho e início de agosto totalizando  65.460 doses, das quais,  foram aplicadas cerca de 58 mil doses, permanecendo o restante  em estoque na Central de Vacinas”, diz uma nota divulgada pela Prefeitura. 

De acordo com o Vacinômetro, disponibilizado pelo Governo do Estado de São Paulo, foram aplicadas na cidade, até o momento, 802.037 doses. Sendo assim, as doses utilizadas, dos lotes interditados, correspondem a 7,2% do total de aplicações.

A Secretária Municipal de Saúde disse que, apesar do ocorrido, dará continuidade as ações de vacinação nas Unidades de Saúde do município. Além disso, afirma que aguarda orientações da Secretaria Estadual, bem como do Ministério da Saúde, para o acompanhamento dos imunizados.

Já o Butantan, em nota, informou que “foi o próprio Instituto que, por extrema precaução, comunicou o fato de tais doses terem sido envasadas em unidade da SINOVAC não vistoriada pela Anvisa” e  atestou a qualidade das doses recebidas.

O caso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesse sábado (4) a interdição cautelar de lotes da CoronaVac, proibindo a distribuição e uso de lotes que foram envasados em uma fábrica não aprovada na autorização de uso emergencial da vacina.

Em nota, a agência explicou que, nesse caso, “configura-se em produto não regularizado junto à Anvisa”, necessitando de atuação imediata para “mitigar um possível risco sanitário” à população.

A medida foi publicada neste sábado em edição extra do Diário Oficial da União.

Butantan

Também em nota, o Instituto Butantan, que distribui a vacina no Brasil, esclareceu que a medida da Anvisa “não deve causar alarmismo”. “Foi o próprio Instituto que, por compromisso com a transparência e por extrema precaução, comunicou o fato à Agência, após atestar a qualidade das doses recebidas. Isso garante que os imunizantes são seguros para a população”, explicou.

De acordo com a Anvisa, o Instituto Butantan informou, na sexta-feira, que o laboratório chinês Sinovac, fabricante da CoronaVac, enviou ao Brasil vacinas envasadas em uma unidade que não foi inspecionada, nem aprovada pela agência brasileira. São 25 lotes com um total de 12.113.934 de doses do imunizante. Outros 17 lotes envasados no mesmo local, com 9 milhões de doses, estão em tramitação de envio e liberação ao Brasil.

A interdição cautelar tem o prazo de 90 dias. A Anvisa informou que, durante esse período, “trabalhará na avaliação das condições de boas práticas de fabricação da planta fabril não aprovada, no potencial impacto dessa alteração de local nos requisitos de qualidade, segurança e eficácia, e do eventual impacto para as pessoas que foram vacinadas com esse lote”.

Contém informações da Agência Brasil

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