Psiquiatra diz que transtorno obsessivo-compulsivo não é só uma mania

O transtorno pode se manifestar em crianças ou até mesmo na vida adulta, tanto em homens, quanto em mulheres.

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Não é só uma mania. O TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), que atinge ao redor de 8 milhões de brasileiros, tem causado cada vez mais atenção da área médica, mas é possível lidar com ele.

De acordo com a psiquiatra e psicoterapeuta, Tania Paula C. Martinho, o TOC, é dividido em duas partes, obsessões e compulsões. As pessoas podem desenvolver um tipo ou até mesmo os dois de uma vez.

“Nós temos a parte de obsessões, que são os pensamentos que invadem a mente das pessoas, e a parte das compulsões, que é a parte das ações, o que as pessoas chamam de mania. É quando a pessoa faz uma série de coisas para tentar aliviar o mal estar que veio na cabeça delas de que alguma coisa ruim vai acontecer. Alguns são mais compulsivos e alguns mais obsessivos, e alguns apresentam as duas manifestações.” disse a profissional que concedeu uma entrevista ao programa Alto Astral apresentado pela jornalista Patricia Penteado no Grupo Thathi de Comunicação na última terça-feira (30).

O TOC pode se manifestar em crianças ou até mesmo na vida adulta, tanto em homens, quanto em mulheres. Tania ainda diz que ter manias é diferente de ter TOC, devido a esse transtorno implicar em um sofrimento muito grande.

O transtorno pode fazer com que a pessoa tenha ideias distônicas, ou seja, não é o que a pessoa sente e realmente pensa.

“Isso é uma coisa muito importante, porque as pessoas sofrem muito, elas pensam, por exemplo, ‘eu não quero morrer, mas então porque passa pela minha cabeça em me jogar pela janela?’. Acontece esse tipo de pensamento e a pessoa é do bem, tranquila, não tem esse tipo de violência e não causa mal nenhum para a sociedade. No TOC, em geral, as ideias mais invasivas são de coisas opostas ao que a pessoa faria.”

Confira abaixo a entrevista completa.

Roberto Carlos

Em 2004, esse distúrbio ficou ainda mais conhecido quando o cantor Roberto Carlos revelou que sofria com esse transtorno. Desde então, ele vem alertando as pessoas sobre a necessidade de tratamento.

Segundo a profissional, ele apresenta uma característica comum do TOC, como não gostar de algumas cores, por exemplo, o marrom e a cor preta.

“No TOC a pessoa tem a sensação de que se ela não fizer aquilo, algo ruim vai acontecer. As vezes mesmo que ela não pense, ela tem uma sensação ruim, um mal estar. Então, por isso ela acaba fazendo esse ritual. Tudo isso são formas do TOC de aliviar a ansiedade que foi gerada devido à um pensamento ruim.” afirma Tania.

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