Moradores se recusam a sair de casa interditada

Construções no Jardim Juliana são um problema antigo

O sonho da casa própria virou pesadelo para Tânia Regina da Silva, moradora no Jardim Juliana há 25 anos. A casa dela, foi vistoriada e interditada pela defesa civil, mesmo com as rachaduras por toda parte, ela e os filhos continuam na casa por não ter para onde ir. O loteamento onde as residências foram construídas era um aterro sanitário.

Com o tempo, moradores começaram a observar as rachaduras, e desnível nas construções. Em contato com a COHAB, responsável pelas construções o problema não foi resolvido e muitos processos tramitam na justiça inclusive o dela. Desde 2014 a advogada, Elaine Cristina Campos acompanha o caso. Após uma liminar favorável à cliente, a COHAB tem 30 dias úteis para resolver o problema da moradora.

“Eles tem prazo para encaminhar a família, caso não cumpram estarão sujeitos à multa diária no valor de R$ 2 mil, explica”. No mesmo quarteirão outras residências passam pelo mesmo problema, e os processos tramitam pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Reportagem Désirée Teixeira