Maconha do bem | Especialista defende uso da cannabis em tratamento neurológicos

Doenças ligadas ao sistema nervoso central tem tido respostas positivas com o tratamento.

Imagem: Banco de Imagem

Um santo remédio. Assim o médico Mario Grieco, uma das maiores autoridades do Brasil na pesquisa de doenças neurológicas, define a cannabis, nome científico da maconha e que, usada medicinalmente, tem apresentado excelentes resultados para o combate de várias doenças, entre elas Parkinson e Alzheimer.

A declaração foi dada ao radialista Antonio Carlos Morandini, em seu programa Larga Brasa, exibido pelo Grupo Thathi de Comunicação. Segundo ele, a cannabis mexe com o sistema nervoso central, e a maioria das doenças que estão relacionadas a isso, tem tido uma resposta muito boa com a maconha. “Existem estudos clínicos que afirmam que a maconha pode ajudar no tratamento de diversas doenças, como crises epiléticas, dores neuropáticas, sintomas do autismo, espasmos decorrentes da esclerose múltipla”, conta.

Além disso, há outras evidencias de que existem estudos preliminares que tem testado resultados positivos em Mal de Parkinson, Alzheimer, Enxaqueca crônica, Sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Glaucoma, Ansiedade e Artrite.

Grieco é executivo com grande experiência na indústria farmacêutica e já esteve à frente de grandes companhias no País, como Bristol-Myers Squibb, Pfizer, Monsanto. Hoje em dia, por meio de sua companhia, o Grupo Life, é uma das personalidades mais relevantes na busca pela consolidação do mercado da cannabis medicinal.

Segundo Grieco, existem dois componentes ativos principais na cannabis ativa, que é o THC e o CBB. O canabidiol, CBB, tem uma eficácia medicinal maior que o THC.

“O canabidiol, é usado para várias indicações, inclusive tem tido resultados excelentes e já comprovado para tratamento de epilepsia, doença grave que atinge as crianças, onde elas tem convulsões seguidas. Até agora não se tinha nenhum medicamento capaz de controlar essas convulsões, até que apareceu o canabidiol. Isso prova que tem uma atividade medicinal no cérebro e que também serve para as outras enfermidades que está sendo utilizada, como doença Parkinson, Alzheimer e doenças neurodegenerativa do sistema nervoso central.”

Sem mitos

Ele ainda alegou que o fato de se utilizar o medicamento que sai de um toxico pode acabar destruindo os neurônios cerebrais, é mito.

“É praticamente um mito. O canabidiol tem um efeito neuro protetor, ele protege as células neurais do nosso corpor e cerebro, e não o contrario. Isso é um conceito que foi usado antigamente pelo presidente Reagan, dos Estados Unidos, para tentar se candidatar, e ele dizia que a cannabis era perigosa baseado numa experiencia erronia que eles tiveram”

De acordo com Grieco, o tratamento de dor neuropática e do trigêmeo utilizando a cannabis medicinal está sendo muito estudado e com resultados positivos. “A cannabis medicinal tem um ótimo efeito em neuropatia, doenças que ocorrem como quem tem diabetes e tem dor neuropática. Agora tem um estudo cientifico falando que o tratamento de dor neuropática e de trigêmeo, a cannabis medicinal é bastante eficaz”

“Como a cannabis mexe com o sistema nervoso central, doenças que estão relacionadas a isso, tem tido uma resposta muito boa com a cannabis. Essa é a razão do tratamento da neuropatia diabética, neuropatia causada por vírus e outras enfermidades, inclusive a de trigêmeo.”

Confira abaixo a entrevista completa com Mario Grieco no programa Larga Brasa.

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