Georreferenciamento vai mapear casos de COVID-19 em Ribeirão Preto

Mapeamento de todos os casos distribuídos pela cidade permitirá ainda mais controle e monitoramento da evolução da pandemia

Secretário da Saúde, Sandro Scarpelini - Foto: Divulgação

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (Coderp) desenvolveu um software de georreferenciamento que permitirá mapear os casos positivos de coronavírus por toda a cidade. A ideia do software é identificar com mais precisão e rapidez as pessoas infectadas pelo vírus, aprimorando as ações de combate a doença.

Com o sistema, agora é possível, com base no mapeamento de todos os casos, o controle e o monitoramento mais eficaz da evolução dos casos de coronavírus na cidade. “O sistema permite a localização do paciente com endereço e dados como resultados de exames feito pelos laboratórios, data de nascimento, ocorrência de casos por faixa etária, região de concertação maior ou menor na cidade. Desta forma, a Secretaria de Saúde pode validar essas informações, mapear os casos no georreferenciamento e traçar estratégias no combate”, afirmou Bento dos Santos Filho, analista de sistemas da Coderp.

A ferramenta, que é abastecida com dados da Secretaria Municipal da Saúde, permitirá contabilizar os exames feitos e localizar onde essas pessoas residem. O sistema cruza as informações e projeta os dados no mapa da cidade. “Cada pontinho vermelho na tela do programa, abastecido permanentemente, é um caso positivo na cidade, portanto, o programa auxilia com muito mais exatidão as ações da Vigilância Epidemiológica que deverão ser tomadas, e agora que começamos a fazer exames para síndromes gripais nas unidades de saúde, conseguimos detectar casos leves, que até pouco tempo atrás recebiam a orientação de ficar em casa para não haver risco de contágio. Teremos condições de fazer os testes e descobrir, dessas gripes simples, quantas são Covid-19”, explica Sandro Scarpelini, secretário da saúde de Ribeirão Preto.

O titular da pasta ainda complementa que nos locais que usaram a ferramenta tecnológica e conseguiram ter autonomia na realização de exames, como Nova Iorque, foi possível associar as informações e as ações. “A partir desse cruzamento é que foi possível começar a liberação paulatinamente das atividades e, ao mesmo tempo, identificar as pessoas que estão infectadas para que, dessa forma, fiquem isoladas, com acompanhamento da secretaria. São coisas que precisam andar paralelamente, o aumento da nossa capacidade de localização precoce das pessoas que têm o vírus e isola-las. Assim, aos poucos, poderemos propor a liberação das atividades da população”, encerrou.

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