Funcionários da UPA do Simioni esquecem cateter no braço de idoso depois de alta

O objeto foi encontrado por uma família e uma vizinha que auxilia nos cuidados do senhor

Idoso com o cateter no braço depois de ter recebido alta Foto: Rede Social

Profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Simioni esqueceram um cateter no braço de um idoso depois dele ter recebido alta médica, na última quinta-feira (10). O objeto foi encontrado por uma família que presta auxílio ao senhor neste sábado (12).

Após ser liberado, ele não havia sido orientado a retornar à unidade para receber nenhuma medicação. Ele deu entrada no atendimento médico por apresentar fraqueza depois ficar desaparecido por cinco dias em Ribeirão Preto e sofrer de Síndrome do Pânico.

 Apesar de ter três filhos, ele mora sozinho, pois todos estão fora da cidade. Quando apareceu em casa, na favela da Sapolândia, que fica entre a Vila Abranches e o Portinari, uma vizinha prestou os serviços higiênicos básicos ao idoso dando-lhe um banho.

 Em seguida, ele foi até o escritório da advogada, Patrícia Beatriz Souza Muniz Picardi, 46 anos, que ofereceu comida a ele. Ela advoga em favor do idoso e, possui um vínculo de confiança com ele, segundo o marido da profissional, Luciano Picardi, 46 anos.

 Enquanto comia, a família percebeu que “ele estava muito fraco e não conseguia nem andar direito e com sono”, disse Luciano. Sendo assim, foi encaminhado para o serviço de Saúde.

 Na quinta-feira, quando teve alta, a família foi buscá-lo, mas por andar sempre de roupa social e, consequentemente, de camisa manga longa, não notaram o cateter no braço do homem.

 Neste sábado, quando Luciano e Patrícia foram fazer uma visita e levar comida ao idoso, a vizinha mostrou o item esquecido. Depois de uma conversa, o idoso que antes se manteve resistente, permitiu que Patrícia retirasse o objeto.

 “Este senhor não tem ninguém, estamos tentando conseguir recursos financeiros para que ele tenha um tratamento clínico”, disse a família. Além disso, estão buscando a promoção social para encontrarem um caminho mais rápido para ajudá-lo.

 A reportagem da Thathi entrou em contato com a Prefeitura, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

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