Dezembro Laranja alerta para o câncer de pele

60% das pessoas se expõem ao sol sem proteção, segundo entidade médica

Paciente é examinado por especialista em câncer de pele - Foto: Pixabay
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Mais um mês colorido entra no ar nos próximos dias: é o Dezembro Laranja, criado para alertar sobre uma doença que afeta 180 mil pessoas a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Trata-se do câncer de pele, que  é o tipo de câncer mais frequente no país. “Quando descoberto no início, tem 90% de chances de cura”, ressalta o médico Weber Coelho, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)e mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Para conscientizar a população sobre as principais formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, a SBD promove a Campanha Dezembro Laranja desde 2014. A ação integra a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e pode acometer qualquer região do corpo, inclusive a palma das mãos, planta dos pés, unhas e couro cabeludo. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 60% da população se expõem ao sol sem qualquer proteção.

O dermatologista Weber Coelho informa que as medidas de fotoproteção devem começar ainda na infância, uma vez que a exposição das crianças ao sol sem proteção pode resultar no envelhecimento precoce da pele e no surgimento do câncer de pele na fase adulta. “O filtro solar deve ser usado todos os dias. Pessoas que ficam mais tempo expostas ao sol devem optar por filtros solares com proteção acima de 30. Em ambiente fechado, o fator de proteção pode ser mais baixo, mas, ainda assim, não se pode deixar de usar filtro, já que fontes artificiais, como lâmpadas, TVs e monitores de computadores e celulares também são emissoras de radiação ultravioleta”, explica.

Roupas e acessórios

Weber Coelho, dermatologista e médico da FMRP – Foto: Divulgação

A utilização de roupas e acessórios, como bonés e chapéus, associada ao uso do protetor solar, complementa a proteção. “Não existe medida que, isoladamente, garanta uma proteção adequada, por isso é recomendada atenção a todas as formas possíveis de proteção para a pele”, salienta Weber Coelho.

O câncer de pele é diagnosticado com exame clínico realizado por um médico dermatologista ou por biópsia. O autoexame e visitas periódicas ao dermatologista podem detectar precocemente a doença. “É importante observar pintas e manchas que mudam de cor ou aumentam de tamanho e feridas que não cicatrizam. Se a pessoa notar um desses sintomas é preciso procurar um dermatologista”, alerta Weber Coelho.

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