Dengue cai em novembro, mas apresenta alta de 20,9% no acumulado do ano em Ribeirão

Segundo dados da prefeitura, apenas um caso foi confirmado em novembro; no ano, total supera os 17,5 mil

Mosquito transmissor da dengue - Foto: Foto: PixaBay.

Ribeirão Preto registrou, em 2020, 20,9% mais casos de dengue, entre janeiro e novembro, do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados integram o Boletim Epidemiológico da dengue, divulgado pela Secretaria da Saúde da cidade. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 101 casos da doença, houve uma redução de 99% de pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti.

No período, foram 17.556 casos, contra 14.520 casos no mesmo período de 2019. Apesar dos dados, em novembro a cidade teve apenas um caso da doença, redução de 99% em relação às 101 ocorrências registradas em novembro do ano passado.

“Oitenta por cento dos casos estão nas casas das pessoas e, por isso, a conscientização da população é fundamental. Cada morador deve cuidar do seu quintal, eliminando focos de água parada para que o mosquito não se desenvolva. Portanto, além das nossas atividades, precisamos muito da participação da população limpando sua própria residência”, orienta o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini.

Análise

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, alerta para a temporada das chuvas e conclama a população para vistoriar as residências semanalmente, eliminando qualquer foco de água parada.

“A conscientização e ajuda da população são fundamentais para o controle da doença. Portanto, solicitamos aos moradores da cidade que eliminem os criadouros do mosquito, limpando seus quintais semanalmente e eliminando água parada, ambiente ideal para o Aedes crescer. Somente assim conseguiremos vencer essa batalha na cidade”, alerta a diretora.

Outras doenças

No caso da chikungunya, não houve nenhuma confirmação da doença em novembro de 2020.

Quanto à microcefalia ou outras alterações neurológicas possivelmente relacionadas à infecção pelo zika vírus, também não foi registrado nenhum caso suspeito em novembro. No ano, foram 51 notificações, nenhuma confirmada.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, não houve registro de febre amarela no mês de julho deste ano.  Desde 2016, não há registro de casos da doença em Ribeirão Preto.

Em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (gripe causada pelo vírus Influenza), não foi confirmado nenhum caso no mês. Há, ainda, um caso de sarampo em investigação.

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