Com três mortes em casa e quatro em hospitais, covid-19 avança e começa a mudar perfil em Ribeirão

Total de mortes chegou a 168 na cidade; lotação das UTIs segue em estado crítico

Teste para detecção de coronavírus - Foto: Agência Brasil

Ribeirão registrou, nesta quinta-feira (2), sete novas mortes causadas por covid-19. Números da prefeitura indicam ainda que o total de infectados chegou a 5.452, um crescimento de 217 em relação aos números de ontem. O total de mortes chegou a 168. A “novidade” é o local onde as mortes começam a ocorrer: a casa das pessoas.

Das sete mortes, quatro ocorreram em hospitais da cidade e três na casa dos pacientes. O total representa 43% do número registrado nesta quinta-feira, o maior percentual de mortes em casa em relação ao total de óbitos em um dia da pandemia. Também foi a primeira vez que três mortes em casa foram registradas no período.

A situação pode indicar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem do Grupo Thathi, uma mudança no perfil das mortes, especialmente causada pela falta de leitos de UTI na cidade.

“Vão morrer em casa por falta de atendimento ou na porta do hospital”, disse, em entrevista concedida terça-feira (30), o professor Domingos Alves, ligado á Universidade de São Paulo.

Segundo dados do boletim epidemiológico da cidade, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) segue crítica. São 167 leitos, dos quais 157 estão ocupados, índice de 94%. Na enfermaria, são 183 pacientes nas 254 vagas disponíveis, taxa de de 72%.

Confira o perfil das vítimas

20/06 – mulher, 101 anos. Hipertensão arterial. Óbito domiciliar.
26/06 – homem, 75 anos. Doença cardiovascular crônica e diabetes. Óbito domiciliar.
28/06 – homem, 56 anos. Histórico em investigação. Óbito domiciliar.
30/06 – homem, 55 anos. Doenças cardiovascular e neurológica crônicas.
30/06 – homem, 75 anos. Doença cardiovascular crônica.
01/07 – mulher, 62 anos. Hipertensão arterial e obesidade.
01/07 – homem, 77 anos. Doença cardiovascular crônica.

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