Com suspeita de covid-19, mulher espera numa maca, desde segunda, vaga em hospital em Ribeirão

Denúncia foi feita pela família ao Grupo Thathi de Comunicação; prefeitura não se manifestou sobre o assunto

UPA da avenida 13 de Maio, em Ribeirão - Foto: Reprodução

Uma mulher de 56 anos e com suspeita de covid-19 aguardou, de segunda-feira (13) até a noite de sexta (17), por uma vaga em um hospital da cidade. Ela ficou em uma maca, no corredor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da 13 de maio. A família afirma, ainda, que a mulher permaneceu sem banho durante todo o período.

O caso foi relatado na manhã de sexta-feira (17) pelo repórter Corrêa Junior, do Grupo Thathi de Comunicação e, no período da noite, a mulher foi encaminhada para um quarto na própria UPA.

Com sintomas de covid-19, Leila Alves Ferreira Andreuche foi até a UPA na manhã da última segunda. Testada para ver se tinha covid-19, não recebeu o resultado do teste até a noite de sexta-feira (17).

Com baixa oxigenação, Leila foi colocada no oxigênio e teve que permanecer, durante todo o período, em uma maca na UPA, que trata exclusivamente de pacientes com suspeita de covid-19. Desde então, e até a noite desta sexta, esperou tanto por uma vaga na rede pública quando pelo resultado do teste.

Sem chance

Lailla Andreuche Rufino, filha de Leila, lamentou a situação. “Ela foi para a UPA na madrugada de segunda. Ela ficou sentada na poltrona até as 10h da noite. Desde então, ela está em uma maca, no meio do corredor, sem conseguir vaga em hospitais”, conta.

Ela conta que a idosa ficou sem banho durante todo o período. “Não tem quem leva. Ela não consegue ir sozinha até o banheiro”, conta a filha. “Não tem banheiro perto para ela”, afirmou.

Leila teme que o quadro de saúde da mãe se agrave. “Queremos que ela tenha atendimento logo, que saia o resultado e a gente possa cuidar dela da melhor forma. É até desumano o que estão fazendo”, disse.

Na noite de sexta-feira, Lailla fez contato com a reportagem e avisou que a mãe conseguiu vaga em um quarto na própria UPA. “Pelo menos, ela pode tomar banho, usar o banheiro”, disse.

Isolamento

Enquanto isso, a filha relata que a família está sem contato com a mãe. “Ela está isolada, não permitem a nossa entrada. Falam com a gente, mas estamos sem ver minha mãe”, conta.

O Portal Thathi procurou a prefeitura e pediu explicações sobre a situação da paciente mas, até o momento, não houve retorno. A matéria será atualizada assim que isso ocorer.

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