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O surgimento de uma nova variante com pelo menos 50 mutações colocou o mundo em alerta e gerou uma preocupação generalizada, mas o que parecia um sinal de perigo tem recebido um novo olhar. Especialistas em epidemiologia tem afirmado que a Ômicron pode representar uma boa notícia para o mundo.

O epidemiologista Karl Lauterbach, futuro ministro da Saúde da Alemanha, afirmou que a nova cepa pode ser um “presente de Natal antecipado” e fazer com que a pandemia termine mais cedo.

A afirmação se deve a falta de indícios de casos graves de covid-19 e mortes associadas à variante Ômicron.

Ele sugeriu que a nova cepa tem tantas mutações – 32 apenas na proteína spike (dobro da Delta) – o que pode significar que ela é otimizada para infectar mais, em vez de causar quadros graves e levar à morte.

De fato, médicos sul-africanos que trataram de pacientes com covid dizem que o Ômicron até agora parece estar produzindo sintomas leves, incluindo tosse seca, febre e suores noturnos. Até o momento, não foi registrado nenhum óbito em decorrência da variante.

Ideias semelhantes a de Lauterbach têm sido defendidas por outros especialistas. É o caso de Anthony Fauci, principal conselheiro da presidência dos Estados Unidos para assuntos de saúde pública, Joe Biden, que classificou como “animadores” o comportamento da nova cepa.

“Embora seja muito cedo para fazer afirmações definitivas, até agora não parece que haja um grande grau de gravidade”, afirmou Fauci à CNN. “Até agora, os sinais são um tanto animadores”.

Vacinas

A grande incógnita é saber se as vacinas existentes contra a covid-19 são totalmente eficazes contra a variante Ômicron.

As farmacêuticas estão debruçadas em descobrir isso ao mesmo tempo em que trabalham em versões de imunizantes adaptados à nova cepa.

A chinesa Sinovac disse informou nesta terça-feira, 7, que a atualização da CoronaVac adaptada à variante ômicron deve ficar pronta até fevereiro de 2022.

Informações: MSN