Casos de dengue aumentam em Ribeirão e julho já tem mais de 50 confirmações da doença

Informações foram divulgadas pelo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Ribeirão Preto registrou 53 casos de dengue nos primeiros 15 dias de julho deste ano, segundo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (15). O número já é quase cinco vezes maior do que o total registrado durante os 30 dias do mesmo mês em 2018, quando apenas 11 confirmações foram feitas na cidade. 

A Reportagem analisou os números publicados pelo Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento da pasta e o aumento também foi percebido quando a comparação aconteceu entre o total de casos dos primeiros sete meses do ano passado e o mesmo período de 2019. Eram 215 registros e, agora, já são 9.727. Um salto de aproximadamente 4.424% na quantidade de pessoas infectadas pela doença.

Apesar das altas, pelo site oficial da Prefeitura, o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, comentou a situação e afirmou que o trabalho de combate e prevenção à dengue na cidade está sendo feito sem trégua. “São ações diárias, com equipes de Agentes de Combate a Endemias nas ruas em campanhas de conscientização, treinamentos de equipes e nebulização frequente e os números estão dentro dos parâmetros aceitáveis, se comparado às demais cidades do Estado”, disse.

Além disso, ele também ressaltou que os focos da doença estão, principalmente, nas casas das pessoas e, por isso, cada morador deve cuidar do seu quintal para manter a doença na cidade em “patamares baixos”. 

Na mesma publicação, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da pasta, Luzia Marcia Romanholi Passos, ressaltou que as ações de mobilização promovidas pela Prefeitura, aliadas à conscientização da população, são os únicos caminhos para evitar as doenças que o mosquito transmite.

Mortes

Em 25 de abril, a Secretaria também confirmou o registro de duas mortes provocadas pela dengue em Ribeirão Preto. As vítimas são um idoso de 73 anos e uma mulher de 44 anos. Ambos eram portadores de doenças associadas e ficaram hospitalizadas antes dos óbitos. 

Leia +: gripe mata mais três pessoas em Ribeirão Preto.