Após irmã de idoso que morreu com covid testar positivo para doença, família fala em negligência

Denúncia foi feita pela sobrinha do falecido; prefeitura diz que mudou protocolo

Unidade de Pronto Atendimento da 13 de Maio, em Ribeirão Preto - Foto: Divulgação

A irmã de João Hercílio de Carvalho, 68, que morreu em decorrência do covid-19 na última quinta-feira, testou positivo para a doença. Toda a família está em quarentena e acredita que a negligência da prefeitura foi a causa, tanto da morte quanto da contaminação.

A informação é d jornalista Renata Carvalho, sobrinha do idoso, que informou que o exame da mãe deu também deu positivo para a doença. Ela esclarece que o tio chegou a ser encaminhado para a UPA, que concentra o atendimento para pessoas portadoras do covid, mas acabou liberado sem sequer ser testado.

Segundo Renata, o idoso chegou à UPA no dia 4 de maio com febre, dor de cabeça, tosse e falta de ar. “Disseram pra levá-lo para o Pronto Socorro central. Lá, ele foi examinado, mas liberado. Disseram que não tinha nada de errado”, disse. No dia 9, as dores continuavam e, na quinta (14), ele foi encontrado morto por familiares em casa”, disse Renata.

Antes de falecer, ele teve contato com vários familiares.  “O material colhido testou positivo. Nosso sentimento é de negligência, por parte da UPA, por ter negado atendimento (…) nem sequer pegaram o nome dele”, disse.

Ela acredita que houve falha no protocolo de atendimento. “Esse é um momento que nos preocupa muito pelo fato de muitos familiares terem tido contato com meu tio. E o nosso sentimento é de que isso tudo poderia ter sido evitado se ele tivesse sido atendido logo no primeiro dia em que esteve na UPA e não foi recebido para fazer o teste”, diz.

Outro lado

Questionada anteriormente sobre o assunto, a Secretaria da Saúde informou, em nota, que “se solidariza com os sentimentos da família” e confirmou que ele passou por atendimento médico na UBDS Central, dia 04 de maio de 2020.

O secretário da pasta, Sandro Scarpelini, informou, ainda, que, quando a vítima foi buscar atendimento na UPA, a orientação é que apenas pacientes com sintomas graves fossem tratados, o que, segundo ele, mudou na semana passada, quando a cidade ganhou condições de fazer mais testes.

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