Candidato a governador derrotado nas eleições de 2018 – o eleito foi João Dória (PSDB) – Paulo Skaf (MDB), presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, direcionou farpas ao governador de São Paulo, João Dória. Para ele, é hora de o mandatário “começar a governar” e parar de se comportar como candidato às eleições de 2022. A declaração foi dada ao radialista Antonio Caros Morandini, no programa Larga Brasa, do Grupo Thathi de Comunicação.

“Até censuro os que foram eleitos e deveriam ter como missão exercer os seus mandatos, para que cumpram a sua missão. Quem foi eleito governador tem que governar e não virar candidato de novo, pensando na próxima eleição. Isso é um grande erro, prejudica muito o Estado, o País. . A minha recomendação aos que forem eleitos: assumam suas posições e não se transformem em candidatos a eleições futuras”, disse.

Candidato derrotado em três eleições ao governo do Estado – em 2010, pelo PSB, e em 2014 e 2018, pelo MDB – Skaf também negou que vá concorrer nas eleições de 2020 a prefeito da capital bandeirante.  “Não sou pré-candidato, nem sairei candidato. Só tenho a agradecer os quase cinco milhões de votos que a população de São Paulo me deu como candidato a governador. Passadas as eleições, voltei para minhas atividades, minhas empresas, minhas entidades. E quero ajudar o Pais nesse momento para retomar as reformas”, disse.

Reforma

Skaf também defendeu a reforma da Previdência. “Conseguimos eliminar um déficit de R$ 100 milhões por ano na Previdência. Essa é uma boa notícia”, declarou.

Ele informou, ainda, que o próximo passo é a reforma tributária. “Precisamos de uma reforma que não aumente imposto. Quando muitos, temos que manter. A discussão sobre o assunto está começando a amadurecer, e esperamos que, até o fim do ano, esse tema esteja amadurecido”, conta.

Skaf ainda comentou a privatização dos Correios, anunciada hoje pelo governo Jair Bolsonaro (PSC). “Privatizar não é uma coisa ruim. Os Correios tinham toda uma questão de bons serviços, mas financeiramente sempre foi complicado”, disse.