“O Brasil precisa se livrar de Lula nas urnas”, diz Eduardo Cunha em visita a Ribeirão

Ex-presidente da Câmara concedeu entrevista exclusiva ao Grupo Thathi; ele iveio à cidade para noite de autógrafos de seu livro nesta segunda (9)

Ex-presidente Eduardo Cunha durante entrevista ao Grupo Thathi - Foto: Gabriel Yuki

“O Brasil precisa se livrar de Lula nas urnas”. Assim o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PTB), que chegou a ser preso acusado de participar do esquema de corrupção apurado no âmbito da operação Lava Jato, avalia a situação política do Brasil atual. A declaração foi dada com exclusividade ao Grupo Thathi de Comunicação, nesta segunda-feira (9), em entrevista do ex-deputado ao programa Interação.

Cunha visitou o Grupo Thathi de Comunicação e com o professor Sérgio DeGrande e com o jornalista Eduardo Schiavoni no programa Interação por aproximadamente uma hora. E afirmou que a democracia brasileira precisa que o ex-presidente Lula esteja na disputa em 2022. “Lula deveria ter perdido a eleição nas urnas em 2018, o que certamente ocorreria. E é o que acho que vai ocorrer em 2022. E se o Brasil escolher Lula, é do jogo democrático”, disse.

Carioca, o ex-presidente do Legislativo responsável por abrir o processo de cassação de Dilma Rousseff (PT) declarou ainda que, mesmo com os direitos políticos suspensos por conta da cassação de seu mandato, irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. “Acredito que irei reverter essa perda dos direitos políticos e vou concorrer. Vim para São Paulo para fazer o debate político”, disse.

Confira a entrevista completa aqui:

Livro

Cunha foi o centro de uma disputa de interesses que envolveu dois pesos-pesados: de um lado o ex-presidente Lula, querendo manter Dilma e o PT no poder. Do outro, o então vice-presidente Michel Temer, se mexendo para assumir a Presidência, enquanto movimentos pró e contra o impeachment se articulavam nas ruas e nos corredores do Congresso.

O ex-parlamentar esteve em Ribeirão, na tarde desta segunda, e irá lançar, nesta noite, seu livro Tchau, querida – O diário do impeachment (Matrix Editora, R$ 99,00), escrito em parceria com sua filha, Danielle Cunha. O ex-deputado fará uma noite de autógrafos a partir das 19h desta segunda na Livraria Travessa, no Ribeirão Shopping.

Em suas 808 páginas, a obra de Cunha traz revelações surpreendentes. Como, por exemplo, o fato de Aloizio Mercadante ter prejudicado Dilma e sua articulação política, sendo um dos responsáveis pela queda da então presidente.

“Ele não só impedia Michel de cumprir os acordos firmados com os partidos da base, como também colocava na cabeça de Dilma, que Michel estava usando a articulação política do governo para dominar os grupos políticos, se cacifando para o impeachment” – diz Cunha em um dos trechos do livro.

Lava jato

Cunha também falou, durante a entrevista, sobre a operação lava Jato. Ele chamou o juiz Sérgio Moro de ladrão. “O que houve foi um absurdo jurídico, comandado por um juiz ladrão. Mesmo os adversários de Lula e do PT não contestam que a Operação lava Jato foi um grande absurdo jurídico”, disse o ex-deputado.

Ele afirmou ainda que não se arrepende de ter aberto o processo que acabou culminando na cassação de Dilma. “Eu perdi o meu mandato por abrir esse processo. E não me arrependo, abriria novamente se fosse hoje”, conta.

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