Grafite com rosto de Marielle Franco é pichado com xingamentos

Trabalho artístico está localizado na avenida Maurílio Biagi, na zona Leste de Ribeirão Preto. "Fora Bolsonaro" também foi pichado no local como resposta aos ataques.

Grafite pichado com xingamentos e ofensas a vereadora carioca Marielle Franco. foto: Redes sociais

Um grafite com o rosto da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, executada no dia 14 de março de 2018, foi pichado com xingamentos de “vaca” e “foi tarde” na última quarta-feira (20), em Ribeirão Preto.

O trabalho artístico fica localizado na avenida Maurílio Biagi, zona Leste da cidade. Assinada pelo artista plástico Lobão, a obra foi feita em 2018, ano do assassinato de Marielle. O grafite ainda conta com outros cinco rostos de personalidades local, e o tema da obra é a “Respeite as Diferenças”.

Em nota, Maria Eugênia Biffi, presidente da Comissão da Diversidade de Gênero da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão Preto, afirmou que o teor da mensagem reproduz condutas machistas e discriminatórias, que atentam contra os valores constitucionais, em especial o direito das mulheres.

“A mensagem pichada, portanto, afronta a história dos movimentos sociais e das lutas das minorias, já que Marielle era parte significativa dos ganhos políticos de mulheres, negras e LGBTI”, afirmou.

A Comissão da Diversidade de Gênero entrou com o pedido de investigação para o crime de pichação.

No mesmo grafite, foi pichado “fora Bolsonaro” em defesa da Marielle e todos os simpatizantes que se sentiram ofendidos com o xingamento feito a ex-vereadora. Ainda não se tem informações sobre os responsáveis de ambas as pichações.

História

Marielle Franco foi uma veradora do estado do Rio de Janeiro que lutava por razões sociais dentro das comunidades cariocas. Foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes por integrantes da milícia carioca em uma emboscada, que até hoje, segue sem uma resposta. 

Como política, Marielle era relatora da comissão da Câmara dos Vereadores que fiscaliza a atuação da intervenção federal dentro das comunidades. Uma semana antes de ser assassinada, Marielle denunciou casos de abuso policial no bairro Acari, no Rio de Janeiro.