Ex-presidente do Patriota perde recurso judicial e afasta Jair Bolsonaro ainda mais do partido

Adilson Barroso segue afastado da presidência do Patriota acusado de desrespeitar o estatuto do partido

Adilson Barroso e Jair Bolsonaro - Foto: Divulgação

Adilson Barroso teve seu recurso negado para que pudesse voltar ao comando do partido Patriota. A decisão foi proferida nesta terça-feira (3), pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), e afasta, ainda mais, Jair Bolsonaro de se filiar a legenda.

Uma ala considerável do partido é contra a entrada do atual presidente da República no partido. A partir disso, deu-se início a pendenga jurídica, já que Barroso foi afastado pela Convenção da sigla e, em seguida, no início de julho deste ano, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontado de se movimentar internamente para viabilizar a entrada de Bolsonaro no grupo.

A acusação é de que ele desrespeitou e interferiu no estatuto do partido, trocando membros dos cargos da Delegação Nacional, para se atingir a meta.

No recuso, o chefe do partido, atualmente afastado, diz que a reunião convocada pelo atual vice-presidente da sigla, Ovasco Altimari Resende, foi um golpe político e que deixou o posto sem o direito a ampla defesa.

O desembargador Romulo de Araújo Mendes, em seu despacho, afirma que o afastamento de Barroso foi realizado para pudessem ocorrer as devidas apurações das denúncias. Ainda afirma que o afastamento busca trazer a devida lisura e o devido processo legal, já que o investigado poderia julgar a si próprio.

O que mais diz a decisão?

Além disso, a decisão do TJDF determina a composição dos órgãos de direção, conforme a decisão da Convenção Nacional de 2018; o reestabelecimento de alguns delegados nacionais e a exclusão dos nomeados por Barroso, bem como a observância dos mandatos nos cargos eleitos em 2018, internamente no partido.

Bolsonaro sem partido

Jair Bolsonaro ficou sem partido em novembro de 2019, quando saiu do Partido Social Liberal (PSL). O atual chefe do Executivo Nacional buscava ter um maior poder decisório na sigla, mas não obteve sem sucesso.

A movimentação do presidente gerou conflitos internos no partido, desencadeando, inclusive, brigas com Luciano Bivar, presidente do PSL. A crise mais intensa foi aberta quando Bolsonaro afirmou que Bivar estava queimado para caramba.

Após se retirar do grupo, o mandatário afirmou que fundaria o próprio partido, o chamado Aliança Nacional. Porém, não conseguiu o total de assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O número estabelece 492 mil, entretanto, foram obtidas bem menos que a metade, ou seja, pouco mais de 119 mil.

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