Em Ribeirão, manifestantes voltam às ruas pedindo a saída do Governo Bolsonaro

Os atos ficaram conhecidos como 24J e foram programados para acontecer em todo o país

Foto: Luan Porto

Manifestantes voltaram às ruas contra o governo Jair Bolsonaro (Sem Partido), na manhã deste sábado (24), em Ribeirão. Entre as reivindicações estavam o pedido de saída do presidente, além disso, marcando a estreia às ruas estava a Marcha das Mulheres Negras, promovida pelo Coletivo das Mulheres Negras.

O grupo, organizado pela historiadora Patrícia Cardoso, tinha por objetivo comemorar o dia da Mulher Negra Caribenha Latino-Americana e homenagear a quilombola Tereza de Benguela. Além disso, buscaram mostrar que as negras da cidade possuem uma pauta específica e que, apesar de estarem na base pirâmide social, possuem voz ativa.

“A adesão foi além do esperado, por ser a primeira marcha em Ribeirão Preto, onde as mulheres pretas ainda não se reconhecem. Então a marcha é para dar visibilidade, nós estamos na cidade e somos subalternizadas, como se não existíssemos”, disse Patrícia.

A manifestação deste final de semana, que ficaram conhecidas de 24J em razão de estarem planejadas para acontecer em todo o Brasil, teve o início das concentrações como de costume na Esplanada no Pedro II. A saída se deu por volta das 10h15. 

Durante o trajeto, percorreram a rua duque de Caxias, viraram a Saldanha Marinho, em seguida subiram a Américo Brasiliense, até a Tibiriçá e retornaram ao ponto novamente ao ponto de partida pouco mais de 12h.

Na concentração, as pessoas que estavam no protesto atearam fogo em um boneco do presidente Bolsonaro. Já na caminhada, com faixas e cartazes, chamavam o atual Chefe do Executivo de “corrupto” e também “ladrão”.

Foto: Luan Porto

Estiveram presente, pessoas ligadas a sindicatos, inclusive dos Jornalistas, estudantes, lideranças políticas da cidade, movimentos, também ligados ao esporte e membros de partidos políticos como PT e Psol.

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