Conselho Ética da Câmara aprova pedido para compartilhamento de provas no caso Zerbinato

A denúncia foi um furo exclusivo do Grupo Thathi de comunicações

Vereador Sérgio Zerbinato(PSB) - Câmara Municipal de Ribeirão Preto

O Conselho de Ética da Câmara aprovou, na tarde desta terça-feira (11), um pedido de compartilhamento de provas ao Ministério Público no processo que apura suposta rachadinha praticada pelo vereador Sérgio Zerbinato (PSB).

Ele e sua irmã Dalila Zerbinato são alvos de uma ação civil publica que corre na Justiça de Ribeirão Preto.

Com isso, não houve o afastamento de Zerbinato. A decisão só deve ser tomada depois que as provas forem compartilhadas.

A tendência é que o Conselho aguarde o Ministério Público liberar as provas. Um novo prazo de defesa deverá ser aberto para que o vereador possa comentar as acusações. Com isso, o processo de cassação deve ser finalizado em meados de março, com uma votação e um eventual relatório final.

Reunião

Participaram da reunião o presidente do Conselho de Ética, Mauricio Vila Abranches (PSDB); o relator do caso, Brando Veiga (REPUBLICANOS); e os veradores Renato Zuculoto (PP) e Judeti Zilli (PT), além do advogado de defesa de Zerbinato, Beto Franch. O Vereador compareceu à reunião, porém não permaneceu durante as discussões.

Ação

O Ministério Público pede  na ação civil  a perda dos direitos políticos de Zerbinato e de sua irmã Dalila, além de ressarcimento de aproximadamente R$ 60 mil reais aos cofres públicos.

Entenda o caso

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ingressou com uma ação civil contra o vereador Sérgio Zerbinato (PSB), no dia de ontem (10), por patrocinar, em seu gabinete, um esquema de rachadinha. Além do vereador, a irmã dele, Dalila Zerbinato, também foi indiciada. Entre as medidas solicitadas pelo MP ao Judiciário está a perda dos direitos políticos do parlamentar.

Se condenados, ambos estão sujeitos à perda dos cargos que ocupam e dos direitos políticos por 14 anos, além de terem que devolver todos os recursos recebidos irregularmente nesse período. O valor pode chegar a mais de R$ 30 mil para cada um dos dois indiciados.

Além de enfrentar uma ação civil pública, Zerbinato também é investigado pelo Conselho de Ética da Câmara. A reportagem da Thathi também embasou duas denúncias contra ele no Legislativo, e o caso está sendo investigado.

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