Bate boca, gritos e acusações dominam sessão da Câmara em Ribeirão

Rodrigo Simões (PDT) e Elizeu Rocha (PP) trocaram farpas durante reunião; outros vereadores também se estranharam

Câmara de Ribeião durante sessão - Foto: Allan S.Ribeiro/Câmara Ribeirão.

Em uma sessão sem projetos polêmicos, o clima na sessão da Câmara foi quente nesta quinta-feira (3). Bate boca entre vereadores, acusações e até alguns gritos foram registrados na Casa de Leis. No momento mais intenso dos debates, o vereador Rodrigo Simões (PDT) rebateu, em tom de voz elevado, ao comentário de Elizeu Rocha (PP) de que teria “roubado” um projeto de João Batista.

Elizeu subiu à tribuna e, ao encaminhar a votação do projeto de Simões que versa sobre a declaração da Catedral de Ribeirão como ponto turístico, afirmou que o parlamentar copiou o projeto de João Batista (PP). “Desculpe a franqueza, sou amigo de todos, mas tenho que reconhecer que o projeto é do João Batista, que foi copiado pelo Rodrigo”, disse.

Indignado, Simões subiu à tribuna e não poupou o colega. “Passa dos limites da franqueza, é deselegância. A pessoa tem que ter postura, cuidar mais da sua vida, não ficar apontando o dedo para os colegas, como fez o colega que me antecedeu. Vamos termais respeito nessa casa, mais bom senso. Elegância”,disse.

Aos gritos, Simões continuou.”Copiei do João o projeto sobre o santuário do Rosário, de Nossa Senhora Aparecida. A ideia do João foi fantástica. E comigo não tem meio termo, copiei mesmo. Ai vem um vereador, vice-líder do governo, subir aqui e falar tanta bobagem? É a primeira vez que vejo uma cena dessas. Não preciso de vereador nenhum falar que eu copiei. Copiei mesmo. E falei com o vereador João Batista. Cuide cada um do seu trabalho”, disse.  

Elizeu partia para a réplica quando foi interrompido por Lincoln Fernandes (PDT), geralmente bombástico, mas que ajudou a baixar os ânimos. O presidente da Casa teve que intervir para acabar com a celeuma. “A gente tem que seguir sem essa guerra de egos”, disse, colocando panos quentes.

Briga de indicações

Não foi a única confusão na sessão. Houve arranca rabos entre os vereadores Maurício da Vila Abranches (PTB) e Bertinho Scandiuzzi (PSDB) e entre Marcos Papa (Rede) e Orlando Pessoti (PDT). Confira mais sobre o bate boca na Corneta do Schiavoni em coluna a ser publicada nesta sexta-feira (4).

Projetos

Quanto aos projetos, não houve discussões acaloradas. De autoria do prefeito municipal, foi aprovado o projeto que dispõe sobre a condução de pessoas atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a estabelecimentos privados. Pela proposta, o Samu passa a ser autorizado a levar as pessoas com convênios para instituições particulares.

Jean Corauci (PDT), que votou a favor da medida, criticou a ação do prefeito. “Eu e o vereador Alessandro Maraca (MDB) fizemos o mesmo projeto. O prefeito fez um igual. Poderia pedir e a gente mandava o arquivo, para não ter que digitar de novo”, disse.

Destaque também para veto do prefeito à necessidade de regulamentação do projeto de Paulo Modas (Pros) que estabelece a necessidade da presença de intérprete de Libras ou sistema que supra essa função em todas as agências bancárias da cidade. Já aprovado, ele passa a não necessitar de regulamentação.

Quando entrar em vigor, a proposta irá multar em aproximadamente R$ 2,8 mil os bancos que não se adequarem depois de advertidos, valor dobrado a cada reincidência, chegando até a suspensão do alvará de funcionamento.

A Câmara aprovou ainda proposta de Gláucia Berenice que determina que a prefeitura divulgue a lista de trenzinhos com autorização para operar na cidade.

Nenhuma postagem para exibir