Polícia Militar prende sete integrantes do PCC durante “tribunal do crime”

Flagrante ocorreu na tarde deste sábado (24), em uma área de lazer na rua Coronel José Pedro de Faria, no bairro Ipiranga; homens vão responder por sequestro e cárcere privado

Viatura da Polícia Militar - Foto: Lúcio Mendes

A Polícia Militar prendeu sete homens em flagrante por sequestro e cárcere privado, além de associação a organização criminosa, na tarde deste sábado (24) em Ribeirão Preto. De acordo com os agentes, suspeitos teriam sido pegos em durante um julgamento do “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), em uma área de lazer na rua Coronel José Pedro de Faria, no bairro Ipiranga.

A equipe foi acionada após uma denúncia anônima via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), sobre uma reunião organizada por uma facção criminosa para realização do “tribunal”, espécie de julgamento realizado contra aqueles que desrespeitam as leis do crime, em uma área de lazer. 

Ao chegar no local, os agentes flagraram cinco indivíduos e a vítima que estaria sendo submetida ao julgamento. Ao notar a chegada da equipe, os suspeitos começaram a gritar para que os demais conseguissem fugir. 

Os suspeitos que estavam no interior da área foram presos em flagrante. Outros dois tentaram fugir pelo telhado das residências da vizinhança, porém a equipe montou um cerco na rua Mathias Gonçalves, onde os homens foram detidos. Devido à fuga, um deles teve ferimentos nas pernas e braços. 

Tribunal do Crime 

Após deter o grupo, os agentes interrogaram os suspeitos que confessaram que estariam “julgando” a vítima, que seria executada. Três dos homens contaram ainda que exercem a função de disciplina da facção criminosa denominada PCC, em Ribeirão Preto e região. 

A vítima foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, com escoriações leves e dor na cervical, onde foi atendida e liberada. Depois, ela e os suspeitos foram encaminhados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade. 

Os sete envolvidos com a organização criminosa receberam voz de prisão em flagrante por organização criminosa e cárcere privado, permanecendo todos à disposição da justiça.  Já a vítima foi liberada logo após a confecção dos autos.

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