Polícia de Ribeirão deflagra operação ‘5ª avenida’ em Barretos na manhã desta sexta (6)

Ação contra o tráfico de drogas na cidade contou a participação de pelo menos 100 agentes da cidade para cumprir 23 mandados de busca e apreensão e nove de prisão

Operação foi deflagrada no bairro Barretos 2 Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil de Ribeirão Preto e Barretos cumpriu cerca de 32 mandados de busca e apreensão e prisão, na manhã desta sexta-feira (6), em Barretos.  A ação faz parte da operação “5ª Avenida”, destinada a prender membros de uma associação responsável pelo armazenamento, distribuição e venda de drogas na cidade.

A investigação teve início no mês de março deste ano, a partir da prisão de três traficantes de drogas, que agiam de forma associada. A partir do flagrante, os investigadores passaram a analisar diversos documentos que possibilitaram a identificação de outros membros que integravam a associação.

A equipe descobriu que os membros da organização criminosa traficavam na região conhecida como “matinha” ou “brejinho”, no bairro Barretos 2. Os membros agiam por meio de pontos de venda de drogas em ruas variadas do bairro, divididos em turnos de trabalho entre os traficantes de cada um desses pontos. Além dos vendedores, foram identificados os “patrões”, responsáveis pelo abastecimento das “biqueiras”. 

5ª Avenida

A partir das informações, a equipe de investigação entrou com um pedido de  23 mandados de busca e apreensão e nove de prisão contra os membros da associação criminosa, que foram aprovados pela Justiça e pelo Ministério Público, e cumpridos na manhã desta sexta. 

A ação contou com cerca de cem policiais civis do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (DEINTER-3), de Ribeirão Preto, divididos em 25 viaturas. Além de agentes de Barretos. Em um vídeo a equipe registrou uma parte da operação que flagrou drogas escondidas em uma mata no bairro Barretos 2, confira: 

Segundo a equipe, o nome da operação faz alusão à forma pela qual os traficantes se referiam aos pontos de venda de drogas, sempre mencionando o número de cada rua onde se localizava o respectivo ponto, como “terceira rua” e “quarta rua”, por exemplo.