Ministério Público investiga possível crime ambiental denunciado pelo Grupo Thathi

Macacos mortos também foram encontrados

A denúncia chegou por meio de um telespectador do Grupo Thathi de Comunicação. Várias árvores, que estavam plantadas ao redor do muro de um condonínio, na Avenida Alfredo Ravaneli, na zona leste de Ribeirão Preto foram cortadas. Duas versões foram apresentadas. Em uma delas a motivação o registro de um boletim de ocorrência por uma moradora informando dos riscos de furto e roubo. Os dezesseis pinheiros estariam dificultando a visibilidade das câmeras de segurança facilitando a entrada de criminosos. Em nota, a secretaria do Meio Ambiente informou que autorizou a extração de acordo com estudos realizados no local e as árvores ofereciam risco iminente de queda porque estavam próximas de um barranco em processo de erosão.

Na mesma nota, a prefeitura informou que enviaria uma equipe da coordenadoria do bem estar animal para averiguar a situação de vários animais de grande porte, que transitavam pela avenida flagrados pela reportagem. Uma empresa terceirizada trabalha na coleta e trituração de galhos mais finos.

Quanto ao restante da madeira não informaram a destinação. Durante a reportagem, o vereador Lincoln Fernandes anunciou que o caso será apurado pelo Ministério Público e pela Câmara Municipal por meio de uma Comisssão de Estudos, que será aberta para tratar do assunto. “Vamos pedir para suspender o corte até que toda autorização seja avaliada criteriosamente”, declarou Lincoln Fernandes.

O promotor da Habitação e Urbanismo, Wanderley Trindade deve abrir ação civil pública para investigar o caso. Na próxima segunda-feira, ele estará reunido com o secretário do Meio Ambiente questionando a extração dos pinheiros e a destinação da madeira. Outro fato que chamou a atenção foi uma sacola plástica descartada com cinco macacos mortos. Por se tratar de animais silvestres, policiais ambientais registraram um boletim de ocorrência. Uma equipe do Centro de Zoonoses recolheu os “miquinhos”, que serão encaminhados à perícia para analisar a causa da morte. Nos últimos meses foram extraídas 600 árvores e há autorização para mais 1.400.

reportagem: Désirée Teixeira