Homem atira várias vezes nos filhos com arma de airsoft em Ribeirão Preto

Crime foi descoberto nesta segunda-feira (11), quando a jovem foi ao colégio com hematomas pelo corpo. Homem de 34 anos foi encaminhado para delegacia

Continua depois da publicidade

Um montador de 34 anos foi preso nesta segunda-feira (11) suspeito de atirar nos próprios filhos com uma arma de airsoft em Ribeirão Preto (SP). Segundo a Polícia Civil, o menino, de 9 anos, e a adolescente, de 15, tiveram ferimentos em várias partes do corpo.

Ainda segundo a Polícia, a agressão teria ocorrido na sexta-feira (8), mas só foi descoberta nesta segunda, quando a jovem foi ao colégio e a professora acionou o Conselho Tutelar ao ver os hematomas.

“Foi a direção da escola que entrou em contato com a gente. Uma professora viu os hematomas e depois de muito resistir e tentar esconder, a menina mostrou os ferimentos que tem no corpo todo”, afirma a conselheira tutelar Carmen Teodoro Gaspar de Lima.

Adolescente de 15 anos relatou agressões na escola após ferimentos nos braços e nas pernas

A profissional conta que, depois disso, chamou os pais e acionou a Polícia Militar para o registro da ocorrência. Enquanto uma equipe da PM se dirigiu até o colégio, outra foi até a residência do homem, no Jardim Presidente Dutra, e apreendeu as duas armas de pressão utilizadas nos disparos.

O acusado ficou preso e passará por audiência de custódia nesta terça (12). Inicialmente, ele alegou que os tiros foram acidentais, porém, segundo o boletim de ocorrência (B.O), admitiu que agiu porque as crianças se recusaram a realizar afazeres domésticos. Os filhos relataram à escola que essa não é a primeira vez que o pai é violento.

Investigada, a mãe dos estudantes contou que não denunciou as agressões por medo do marido e medo de perder a guarda de um filho adotivo. Ela disse ainda que o homem sempre foi agressivo.

Montador, de 34 anos, é suspeito de atirar nos filhos usando arma de airsoft

O casal se distanciou no final de 2018, quando a mulher “fugiu” para outro estado, mas reatou o relacionamento posteriormente. 

O caso foi registrado na Central de Flagrantes (CPJ) de Ribeirão Preto como tortura. As armas, entre elas uma imitação de fuzil, foram apreendidas e devem ser periciadas.