Delegado da PF bate viatura sob suspeita de dirigir embriagado e foge do exame em Ribeirão

Policial tentou passar em alta velocidade no meio de dois carros parados no semáforo; viatura teve danos de grande monta

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Um delegado da Polícia Federal em Ribeirão Preto é acusado de bater o carro, uma viatura oficial, ao dirigir embriagado. Além disso, fugiu do Plantão Policial sem colher sangue para confirmar a embriaguez. A PF confirmou o caso e afirma que investiga internamente.

O caso ocorreu no dia 14 de novembro. O delegado Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira dirigia uma viatura oficial da PF quando, por volta das 21h20, tentou passar com o carro por entre dois veículos que esperavam o semáforo abrir. Houve colisão com os dois veículos e o veículo oficial, uma Mercedes Bens 250, acabou batendo em um muro. O acidente ocorreu no cruzamento da Senador Cesar Vergueiro com a Portugal e, de acordo com testemunhas, o policial dirigia em alta velocidade.

A Polícia Militar foi chamada e, de acordo com relato dos policiais que atenderam a ocorrência, “ao entrevistarem as partes envolvidas no evento (…)notaram que o Delegado apresentava visíveis sinais de embriaguez, revelados pelo forte odor etílico”.  Ao ser indagado sobre ingestão de  álcool, “não quis responder”, ainda de acordo com o boletim de ocorrência.

Uma testemunha, que presenciou o acidente e pediu para não ser identificada, informou que ninguém entendeu direito o que aconteceu. “Ele veio em uma velocidade muito alta, os dois carros estavam parados. Ele tentou passar no meio e depois bateu no muro”, contou. “Ele parecia bem alterado, nem falar direito conseguia”, disse.

A viatura da Polícia Federal sofreu danos de grande monta. Já os carros sofreram danos de menor expressão.

Registro

Como se tratava de um veículo oficial e um agente público, os policiais militares entraram em contato com a Superintendência da Polícia Federal, noticiando os fatos e as circunstâncias que o envolveram. A perícia foi chamada ao local.

A ocorrência foi apresentada no Plantão Policial e Clibas Clemente, agropecuarista amigo do delegado, o acompanhou durante o registro do caso.

Enquanto aguardavam para a realização do exame toxicológico que poderia confirmar a embriaguez, Clibas e Victor Hugo, sem autorização, deixaram as dependências do Plantão Policial, fugindo com o amigo no carro dele. O superior hierárquico dele foi chamado mas, mesmo assim, o delegado não voltou.

A reportagem tentou contato com o delegado, mas não conseguiu falar com a sua defesa, nem com a de Clibas. Se conseguir contato e houver manifestação, a matéria será atualizada.

Denúncia

O delegado da Polícia Federal está sendo investigado por embriaguez ao volante e, se confirmada em juízo, está sujeito a uma pena de até três anos de prisão. Pode, ainda, perder o cargo público. Já o amigo Clibas está sujeito a pena de até seis meses de detenção, além de multa.

Procurado, o delegado Fernando Battaus, que responde pela PF em Ribeirão, informou que “o caso está em apuração na seara administrativa aqui na PF”. A instituição não forneceu informações sobre o andamento das investigações.

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