De inocentes, os bingos não tinham nada: Polícia deflagra Operação Game Over 2

O objetivo é cumprir mandados de busca e apreensões a grupos que exploravam jogos de azar e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil, orientada pelo setor de inteligência, deflagrou na manhã desta quarta-feira (27) a Operação Game Over 2, que visa ao cumprimento de 9 mandados de busca e apreensão em casas e apartamentos das áreas nobres das cidades de Ribeirão Preto e São Paulo, no sentido de apreender bens e objetos de três grupos distintos de criminosos, que exploravam jogos de azar e consequente lavagem de dinheiro.  

Esses grupos, segundo investigações, atuaram entre os anos de 2016 e 2019 explorando, na cidade de Ribeirão Preto, grandes casas de jogos de azar. Nesse período, 25 casas ilegais foram fechadas. Como parte do esquema, essas quadrilhas criavam ONGs inexistentes para conseguir, junto a poder público, autorizações para a realização de inocentes bingos beneficentes, dissimulando assim exploração dos jogos de azar e videobingo, dificultando a atuação policial e arrecadando vultosas quantias. 

O objetivo principal da Operação Game Over 2 foi identificar a lavagem de dinheiro praticada pelos grupos, em formato de organização criminosa. Eles se valiam de artifícios para distanciar o dinheiro auferido ilegalmente da origem criminosa, lavando dinheiro através do sistema financeiro e o uso de empresas, algumas de fachada (não existentes de fato) e outras até existentes de fato, para dar aparência de licitude aos valores e reintegrarem os mesmos como se fossem lícitos para o uso próprio numa rotina social de luxo. 

Os integrantes dos três grupos foram identificados, tratando-se de um total de 19 pessoas, sendo oito pessoas jurídicas e onze pessoas físicas. Foi decretado o bloqueio de bens dos investigados, perfazendo um montante decorrente da lavagem de dinheiro de R$ 97.264.762,87 

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