Cão farejador encontra corpo de mulher que viajou 1,5 mil km para encontrar ex em Pontal

Ela estava desaparecida há um mês; ex-companheiro cometeu suicídio

Foto: Divulgação

Com a ajuda de um cão farejador da Polícia de Araraquara, foi encontrado em Pontal, nesta terça-feira (10), o corpo de Patrícia Martins da Silva, 34, que estava desaparecida desde 10 de novembro. Ela viajou mais de 1,5 mil quilômetros, vinda de Guaíba, para encontrar o ex-namorado em Pontal. A Polícia apura, agora, a autoria da morte.

Patrícia saiu de sua cidade em 8 de novembro para encontrar o ex-companheiro, Waltemires Gonçalves Ferreira, 38, em Pontal. Ela chegou até a cidade e chegou a fazer contato com amigos e parentes, sendo o último deles em 10 de novembro.

Patrícia, que morava no Rio Grande do Sul, foi morta em Pontal – Foto: Facebook

Com a falta de contato de Patrícia, a família procurou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que acionou as autoridades de São Paulo. As polícias de Guaíba e de Pontal começaram a investigar e descobriram testemunhas que viram o carro de Patrícia às margens do Rio Pardo.

“As testemunhas contaram que viram Waltemires deixando uma região de mata e voltando para o carro dela sozinho. Ele ainda mexeu de forma suspeita no porta-malas ficou por cerca de dez minutos sentado no banco do carona”. Afirmou a delegada Karoline Calegari, de Guaíra, que coordenou as investigações.

Farejador

Corpo de Patrícia foi encontrado em área de mata fechada em Pontal

Após buscas sem sucesso, a Polícia Civil de Guaíra decidiu enviar uma peça de roupa para Pontal. De posse da peça, um cão farejador conseguiu localizar o corpo em uma área de mata cerrada às margens do Rio Pardo.

De acordo com a Polícia Civil gaúcha, a principal hipótese é que Patrícia tenha sido morta pelo ex-namorado, que teria cometido suicídio logo depois do crime. Waltemires morreu em um acidente em Araporã, em Minas Gerais, no dia 17 de novembro. A suspeita é que ele tenha se suicidado, jogando-se em frente a um veículo.

O caso

Patrícia e Waltemires se conheceram há cerca de quatro anos no Rio Grande do Sul. Neste período, eles namoraram, tiveram um filho e se separaram seguidas vezes. De acordo com a família, o relacionamento era turbulento e marcado por muito ciúmes.

Patrícia era mãe de três filhos. O carro dela foi encontrado no dia 18 de novembro, também em Araporã, na casa de uma propriedade de familiares do Ferreira. “Os pais dele dizem que não sabiam nada da vida particular do filho. E também dizem que não sabiam de quem era o veículo”, conta a delegada Karoline.

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