Após denúncia da Thathi, mais uma assessora confirma rachadinha de Zerbinato

Pelas redes sociais, ex-assessora afirma ter sido chamada para trabalhar com o vereador, mas foi recusada por não topar devolver dinheirol ao parlamentar

O vereador Sérgio Zerbinato (PSB) foi alvo, na manhã desta terça-feira (30), da segunda denúncia de que seria o responsável por um esquema de rachadinha dentro de seu gabinete. Dessa vez, a denúncia foi feita por uma ex-assessora parlamenta que afirma ter sido convidada para integrar a equipe de Zerbinato, em período próximo às eleições, mas acabou preterida da vaga por não aceitar devolver parte dos recuros.

Depois da denúncia, feita com exclusividade pelo Portal do Grupo Thathi, de que o parlamentar recebia R$ 3 mil de uma assessora, dinheiro que seria revertido para a irmã dele, Dalila Zerbinato, a ex-assessora parlamentar Renata Benedicto afirmou, nas redes sociais, que também recebeu proposta do vereador para trabalhar nesse mesmo esquema.

Ela seria nomeada como assessora parlamentar – o menor salário para assessoria é de R$ 5,9 mil e o maior, R$ 7,9 mil, mas teria que devolver parte dos recursos para o parlamentar, dinheiro que seria utilizada para pagar outras pessoas, em esquema idêntico ao denunciado pela ex-assessora Ivanilde Ribeiro Rodrigues.

Segundo Renata, que foi assessora do ex-vereador Luciano Mega (PDT) na última legislatura, Zerbinato a chamou para conversar, na época da campanha, e ofereceu a ela uma vaga no gabinete. “O Sergio Zerbinato fez essa proposta pra mim na época da campanha e eu recusei veementemente e o aconselhei a esquecer essa idéia”, disse Renata, nas redes sociais. Ainda segundo ela, o vereador disse textualmente que ela precisaria devolver o dinheiro.

Promessa

Ainda segundo relato da ex-assessora, o vereador havia prometido a vaga a ela durante a campanha, mas não cumpriu a promessa depois que ela exigiu o pagamento integral. “Um dia ele me chamou pra uma reunião no Céus das Artes, no Ribeirão Verde, e me disse: ´Olha Renata eu vou precisar dividir salário no gabinete´. Eu lhe disse: ´bicho, o meu salário você não pega R$1. Sou chefe de família e trabalho por dois, por três se for preciso, mas dividir meu salário, nunca!”, conta.

O caso

Zerbinato foi acusado pela ex-assessora Ivanilde de coordenar um esquema de rachadinha para beneficiar a irmã dele, que exercia extraoficialmente o comando do gabinete do vereador na Câmara. A reportagem da Thathi teve acesso a mais de duas horas de gravação de conversas do parlamentar com a ex-assessora nas quais ele discute abertamente a forma de devolução do dinheiro.

Os recursos eram devolvidos tanto em dinheiro vivo quanto na forma de pagamento de boletos e contas gerais. Em pelo menos duas ocasiões, houve depósitos feitos diretamente da conta de Ivanilde para a conta da irmã de Zerbinato. Ele tenta definir, ainda, um prazo para que o repasse dos recursos fosse feito para a irmã, dando dois duas, depois do pagamento, para que os recursos fossem repassados.

Na gravação, o vereador chega a informar que Ivanilde não seria prejudicada, já que “ninguém tem como provar” o esquema arquitetado por ele. Ele chega, ainda, a demitir a assessora, oferecendo a ela R$ 1 mil, teoricamente de sua própria remuneração, para “manter a amizade” com ela.

Outro lado

Procurada pelo Portal Thathi, Renata confirmou que o vereador já possuía o esquema de rachadinha montado e explicou: “não aceitei e ele me tirou fora”.

Já o vereador Zerbinato, procurado através de sua assessoria, continuou sem se manifestar sobre o assunto. Se o fizer, o texto será modificado.