Vamos falar de Cultura: Cultura de Segurança Pública

Inegavelmente, os bons resultados das ações de Segurança Pública estão diretamente ligados aos investimentos em educação, cultura, saúde, lazer, geração de emprego e renda, dentre outras áreas. Onde o Estado e o cidadão se fazem presentes, o marginal se afasta, em regra. Não precisa ser especialista para se chegar a essa conclusão, sobretudo em razão de que nos chegam exemplos diários veiculados na mídia.

Ademais, esses mesmos bons resultados dependem também da participação das pessoas, por força da previsão constitucional inserta no artigo 144 da nossa Carta Magna que, resumidamente, assim prevê: segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos.

Dessa forma, é muito importante que o cidadão participe não somente das discussões sobre os problemas e soluções atinentes à segurança pública, mas também com medidas pessoais que agreguem valor ao contexto de segurança que o envolve, seja de forma isolada, seja na convivência em comunidade.

A participação nas discussões pode ser feita por meio das reuniões comunitárias dos “Conseg” (Conselhos Comunitários de Segurança), relacionados, respectivamente, à área de atuação territorial das Companhias de Policiamento da Polícia Militar e dos Distritos Policiais da Polícia Civil. Somam-se a essas instituições os órgãos da Prefeitura, a Guarda Municipal, os Conselhos Tutelares, os Diretores de escolas, os moradores, ou seja, todos diretamente ligados à análise e à solução dos problemas da comunidade. Nas sedes das Companhias de Policiamento, há um calendário dessas reuniões. No Estado de São Paulo, a atuação dos Conselhos é acompanhada pela Coordenadoria Estadual dos “Conseg” (http://www.ssp.sp.gov.br/conseg/).   

Abordada a participação comunitária, pode o cidadão, de forma individual, adotar medidas preventivas que contribuem sobremaneira na inibição de crimes, fomentando assim a “cultura de segurança” pessoal, que certamente refletirá na sua comunidade. A recomendação-chave dessas medidas é “REDOBRAR A ATENÇÃO”. Isso mesmo, atenção a tudo e a todos, obviamente sem tornar esse comportamento algo obsessivo ou paranoico. 

Atenção ao sair e ao chegar em casa, observando a presença de pessoas em atitude suspeita, veículos ou situações que fogem à normalidade local. Nessas ocasiões, vizinhos (parentes ou amigos), na medida do possível, podem monitorar essa saída ou chegada, visualmente ou por meio de câmeras, acionando o 190, caso necessário.

Atenção ao circular pelas ruas portando jóias, anéis, objetos de valor ou bolsa longe do corpo; ou deixando pertences à vista dentro de veículo estacionado em via pública; ou manuseando o celular de forma distraída ao que acontece ao seu redor, suscetível à ação surpresa do marginal.

Esteja atento ao utilizar terminais eletrônicos de bancos em locais de grande circulação de pessoas e, à noite ou aos finais de semana, reforce a cautela notadamente com as redondezas dessas agências.

Em deslocamentos com veículos, esteja atento às paradas em semáforos, principalmente à noite, observando todo o cruzamento, preferindo, sempre que possível, graduar a velocidade de chegada ao cruzamento, no sentido de manter o veículo em movimento até que o sinal verde apareça.

E mais duas recomendações muito importantes: jamais reaja em caso de roubo e jamais hesite em ligar para o 190-Emergência para pedir ajuda ou orientação.

Essas medidas, coletivas ou individuais, contribuem sobremaneira para o fomento e desenvolvimento da cultura de segurança pública na comunidade, no sentido de contribuir com as ações preventivas dos Órgãos de Segurança Pública que visam a redução dos índices criminais.