Vamos à analogia do que está acontecendo no Brasil com o futebol.

Como diria Milton Neves, o futebol é a coisa mais importante dentro das menos importantes.
O Presidente da República age como um técnico de futebol que corta de seu time o famoso “estraga elenco”.
Aquele jogador que de fora todos adoram, é craque, bom de bola.
Mas internamente trabalha para a confusão e desagregação do time.
Fala com a imprensa e manda áudio no Whats! Thiago Neves do Cruzeiro que nos ajude nessa!
Quem não se lembra dos maiores brigas e cortes entre jogadores e técnicos.
Neymar x Dorival Júnior (2010), Rogério Ceni x Thiago Neves (2019) e a mais notória de todas, Jorge Henrique x Tite (2013). Quando quebrou a confiança do treinador do clube ao dizer que acompanhava o filho no hospital enquanto, na verdade, estava numa balada. Ainda bateu o carro na saída. Só foi descoberto por que o acidente causou a batida em outro veículo e a vítima do carro batido o dedurou em uma delegacia.
E o que seria do elenco caso Tite tivesse passado a mão em sua cabeça?
O time sempre será liderado pelo técnico. E tem horas que a liderança tem que fazer escolhas difíceis.

A diferença é que os clubes podem optar em demitir tanto técnicos quanto os jogadores.
Não dá para demitir um Presidente da República, ainda. O voto de recall pode nos salvar desta.

O time comprou o técnico e deu razão a ele.
Resta-nos saber se os ministros estarão fechados com o Presidente ou irão dar razão ao craque.
Naquele ano, Tite sacou Jorge Henrique do Corinthians e sagrou-se campeão paulista.
Será que seremos campeões?
E ser campeão neste caso é ter o mínimo possível de mortes sem quebrar a economia, no cenário atual.
Ministro quebrou a confiança do Presidente e foi demitido.

Como disse Johannes Brahms, que foi um compositor alemão, famoso pela canção Lullaby – a canção de ninar, uma das mais importantes figuras do romantismo musical:
“A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas”.