Transtorno afetivo bipolar – quem são os bipolares?

Transtorno afetivo bipolar é doença psiquiátrica que se caracteriza por alterações do humor, com episódios depressivos e maníacos (fase de euforia) ao longo da vida. É uma doença crônica, grave e de distribuição universal, acometendo cerca de 1,5% das pessoas em todo o mundo. Os indivíduos considerados dentro da normalidade tem oscilações de humor e afeto em consonância com os acontecimentos do cotidiano. Não se espera de uma pessoa que acabou de receber uma notícia desagradável manifeste alegria ou ao contrário, uma notícia agradável seja motivo para choro e melancolia. O afeto e o humor têm que estar modulado, neste contexto afeto e humor são: afeto é a capacidade do ser humano de experimentar tendências, emoções, paixões e sentimentos. Humor (do latim humore, “líquido”) é o estado de espírito de um indivíduo. Stricto sensu, é um determinado estado de ânimo cuja intensidade representa o grau de disposição e de bem-estar psicológico e emocional de um indivíduo.

“afetividade  faz com que o sol seja percebido com maior ou menor brilho, que a vida tenha perspectivas otimistas ou pessimistas, que o passado seja revivido como um fardo pesado ou, simplesmente, lembrado com suavidade. Interfere assim na realidade percebida por cada um de nós, mais precisamente, na representação que cada pessoa tem do mundo, de seu mundo.”

Em relação às causas do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), tem sido muito relevante a hipótese da hereditariedade. O risco de desenvolver em parentes de primeiro grau de um portador de TAB situa-se entre 2% e 15%. A genética considera o TAB como tendo de um “modo complexo” de transmissão, cuja manifestação dependeria da presença de um conjunto de genes que interagem entre si, até o momento de conhecimento pouco definido.

De forma prática, o indivíduo bipolar manifestará por fases, alterações de humor, sendo em torno de 2 – 3 semanas o período mínimo de permanência de uma fase para outra. A fase de euforia é caracterizada por aumento excessivo de energia, disposição, com pouca ou nenhuma necessidade de sono, comportamento hipersexualizado, perda de senso crítico, auto cuidado exagerado, com adornos excêntricos, atitudes de grandiosidade, às vezes delirantes ou persecutórias.

Em contraponto a fase depressiva inclui tristeza, anedonia, falta de energia, choro fácil, pensamentos negativos ou suicidas, auto cuidado desleixado muitas das vezes. Esta doença tem controle, não tem cura. O indivíduo terá uma vida normal, desde que faça o correto tratamento. Não se pode confundir oscilações diárias de humor, o indivíduo com temperamento mais irritadiço com bipolaridade. Na dúvida busque avaliação médica. Até mais pessoal!!.