Regina Duarte, a Cultura e os falsos progressistas

Não tenho nenhum alinhamento ideológico à Regina Duarte, a considero uma atriz importante na dramaturgia brasileira, mas que há anos se tornou desinteressante. Ela está no passado das novelas que protagonizou há décadas.

Todavia, somente o fato dela assumir uma secretaria e não um ministério da Cultura, demonstra corroboração à joça feita por um governo ignorante que tem raiva da Cultura.

Dito isso, vejo um avanço em sua escolha pelo simples fato dela ter substituído o proto-nazista, Alvim. Analogicamente, veja só o caso da Educação, havia Véles, inapto ministro da Educação, foi substituído pela necedade em pessoa, o biltre Abraham Weintraub.

Não acredito que Regina fará muito pela Cultura, ela já tentou influenciar eleições exaltando o pânico: “tenho medo!”, já começou seu mandato com fake news: – da Folha: Carolina Ferraz dá bronca em Regina Duarte e desautoriza uso de sua imagem no Instagram da nova secretária: “Dá a entender que eu apoio o governo Bolsonaro e eu não apoio, Regina”.

Contudo, ainda sobre a Regina, desconheço suas ideias que possam abraçar todo o arco cultural de um país como o Brasil. Sou descrente mesmo vendo o avanço do que era o caos.

Dito isso, causa asco as ameaças contra Regina Duarte; de atores à esquerda que ameaçam revelar histórias íntimas do seu passado nos bastidores do teatro e TV, de filmes eróticos que participou no passado. Fariam isso se fosse um homem?

Já escrevi sobre isso quando chamavam de pig, pepa, porca a deputada direitista, Joice Hasselmann.

Regina pode ser uma enganadora, Joice é acusada de plágio – a detesto -, porém, as duas devem ser julgadas pelos seus trabalhos, não pelo gênero, isso cansa, isso indigna. E pior, legitima à violência e todo o mal que nossa sociedade faz às mulheres.

Não dá para ser progressista até a pagina 2, não dá para ser progressista na TL e misógino no inbox ou no grupo vermelho do whats.

Quando a esquerda comete os mesmos erros de grande parte da direita misógina é narciso achando feio aquilo que não é espelho.

Que o centro tenha essa sobriedade alheia dos extremos.