Parto com Respeito: você já pensou sobre isso?

Estamos na Semana Mundial do Nascimento Respeitoso (SMNR), uma iniciativa de uma organização francesa que defende a causa (Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté” – www.afar.info), incitando discussões ao redor do mundo sobre respeito ao nascer. Você já pensou sobre isso? Como você nasceu? Como seus filhos nasceram?

Cada bebê já é um indivíduo completo e complexo desde a vida intra-uterina e o nascimento é o estado de maior transformação em nossas vidas neste lado de cá da existência. Imagine-se como um bebê: você vive em um ambiente aquático, mergulhado em líquido amniótico, no escuro, apertadinho, recebendo alimento constantemente pelo cordão umbilical; todo o seu mundo refere-se a barulhos dos sons viscerais e da voz da mamãe e também de alguns sons externos mais abafados, como a voz do papai e dos irmãos. Todo o seu universo conhecido chama-se MAMÃE. Então, chega o grande momento de partir deste mundo e habitar outro, tão diferente! Neste mundo há luzes, sons, estímulos, toque; algo inédito acontece: os pulmões experimentam o ar pela primeira vez, e todo o sistema cardiocirculatório se modifica; agora, para receber alimento é preciso sugar o tetê da mamãe! Esta transição é muito intensa e abrupta, e tudo que você precisa é ter por perto a pessoa da sua maior confiança, para que o processo de adaptação seja o mais suave e menos traumático possível. Então, para um bebê, não há lugar melhor no mundo para estar ao nascer do que no colo da mamãe!

Todo o trabalho de parto é regido por hormônios, e o principal deles é a ocitocina, chamada de “hormônio do amor”. Todas as relações humanas que envolvem vínculo afetivo e apaixonamento são mediadas por este hormônio, e o ápice de sua liberação no organismo é durante o parto. Nunca uma mulher produzirá tanta ocitocina quanto no parto! Com isso, mãe e bebê passam pelo processo vinculados biologicamente e instintivamente através da ação deste hormônio, protegendo a mãe da depressão pós-parto e modulando o cérebro do bebê a conectar-se com sua fonte vital de sobrevivência, que é a mamãe. Quando uma mulher passa pela cesárea antes de entrar em trabalho de parto, tanto ela quanto seu bebê privam-se deste poderoso efeito, e isso traz consequências importantes à curto, médio e longo prazo. Por isso, há uma necessidade urgente para que possamos proteger a parturiente durante seu processo de trabalho de parto, para que ela produza ocitocina em níveis adequados. Toda a preservação da espécie humana depende em parte disso! Níveis adequados de ocitocina são produzidos quando há adequadas condições externas e internas: ambiente calmo, com pouca luminosidade, silencioso, sem a presença de pessoas intimidadoras, onde a mulher tenha liberdade para se movimentar e ficar à vontade (para ficar nua, gritar, xingar, adotar as posições que quiser). Questões emocionais também podem interferir na produção de ocitocina: o medo gera liberação de adrenalina, o principal antagonista da ocitocina. Medo gera tensão, tensão gera mais dor. Dor gera medo e o pior ciclo maléfico no parto se estabelece. Por isso, a mulher precisa estar preparada para viver o parto, entendendo como ele acontece em cada fase. Quanto mais preparada, confiante, segura e entregue a mulher estiver, melhor o processo acontece!


Parto com Respeito/Foto: Fer Tavares

Infelizmente, nosso modelo de assistência ao parto tradicional, vigente na maioria das maternidades, não leva em conta estas necessidades da mãe e do bebê. O foco da assistência deixa de ser a mulher e passa a ser o procedimento. Tudo é muito protocolado, engessado, privando a parturiente de viver seu processo com liberdade, sem pressa. Com isso, temos altas taxas de nascimento cirúrgico e muitos partos violentos e com desfechos ruins. O que a natureza fez para dar certo na maioria dos casos pode ser estragado pela intervenção humana inoportuna e/ou inadequada. Além disso, a maior necessidade do nascimento, que é permitir que mãe e bebê estejam juntos durante toda a primeira hora de vida e ao longo de toda a internação hospitalar, muitas vezes não é respeitada. Mesmo bebês que nascem bem, saudáveis, passam por várias avaliações, exames e procedimentos, alguns até invasivos, antes mesmo que tenha tido tempo para se adaptar, para conhecer seus pais e mamar ( o ideal é que mamem ainda na primeira hora de vida). Bebês são levados para os berçários e ficam precocemente e prolongadamente separados de suas mães, prejudicando o estabelecimento do vínculo afetivo e da amamentação.

É por isso que precisamos de semanas como essa, onde o tema é discutido e levado à toda sociedade. Todos nós nascemos um dia, e a maioria de nós tem ou terá filhos. Discutir a forma de nascer é pertinente à nós porque a forma como nascemos impacta diretamente quem somos, mesmo na vida adulta. Se queremos uma sociedade melhor, precisamos melhorar a forma de nascer.

Parto respeitoso não é sobre via de parto. É sobre respeitar a mulher, sua história, suas preferências, seus desejos. É sobre permitir que o processo se desenrole em sua fisiologia, dando suporte e apoio à esta mulher. É sobre manter mãe e bebê juntos. É sobre usar tecnologia e recursos médicos tão somente quando necessário. É sobre deixar a vida seguir seu curso com suavidade e naturalidade. Parto respeitoso é, sobretudo, sobre AMOR!

Infelizmente, nosso modelo de assistência ao parto tradicional, vigente na maioria das maternidades, não leva em conta estas necessidades da mãe e do bebê. O foco da assistência deixa de ser a mulher e passa a ser o procedimento. Tudo é muito protocolado, engessado, privando a parturiente de viver seu processo com liberdade, sem pressa. Com isso, temos altas taxas de nascimento cirúrgico e muitos partos violentos e com desfechos ruins. O que a natureza fez para dar certo na maioria dos casos pode ser estragado pela intervenção humana inoportuna e/ou inadequada. Além disso, a maior necessidade do nascimento, que é permitir que mãe e bebê estejam juntos durante toda a primeira hora de vida e ao longo de toda a internação hospitalar, muitas vezes não é respeitada. Mesmo bebês que nascem bem, saudáveis, passam por várias avaliações, exames e procedimentos, alguns até invasivos, antes mesmo que tenha tido tempo para se adaptar, para conhecer seus pais e mamar ( o ideal é que mamem ainda na primeira hora de vida). Bebês são levados para os berçários e ficam precocemente e prolongadamente separados de suas mães, prejudicando o estabelecimento do vínculo afetivo e da amamentação.

É por isso que precisamos de semanas como essa, onde o tema é discutido e levado à toda sociedade. Todos nós nascemos um dia, e a maioria de nós tem ou terá filhos. Discutir a forma de nascer é pertinente à nós porque a forma como nascemos impacta diretamente quem somos, mesmo na vida adulta. Se queremos uma sociedade melhor, precisamos melhorar a forma de nascer.

Parto respeitoso não é sobre via de parto. É sobre respeitar a mulher, sua história, suas preferências, seus desejos. É sobre permitir que o processo se desenrole em sua fisiologia, dando suporte e apoio à esta mulher. É sobre manter mãe e bebê juntos. É sobre usar tecnologia e recursos médicos tão somente quando necessário. É sobre deixar a vida seguir seu curso com suavidade e naturalidade. Parto respeitoso é, sobretudo, sobre AMOR!

Infelizmente, nosso modelo de assistência ao parto tradicional, vigente na maioria das maternidades, não leva em conta estas necessidades da mãe e do bebê. O foco da assistência deixa de ser a mulher e passa a ser o procedimento. Tudo é muito protocolado, engessado, privando a parturiente de viver seu processo com liberdade, sem pressa. Com isso, temos altas taxas de nascimento cirúrgico e muitos partos violentos e com desfechos ruins. O que a natureza fez para dar certo na maioria dos casos pode ser estragado pela intervenção humana inoportuna e/ou inadequada. Além disso, a maior necessidade do nascimento, que é permitir que mãe e bebê estejam juntos durante toda a primeira hora de vida e ao longo de toda a internação hospitalar, muitas vezes não é respeitada. Mesmo bebês que nascem bem, saudáveis, passam por várias avaliações, exames e procedimentos, alguns até invasivos, antes mesmo que tenha tido tempo para se adaptar, para conhecer seus pais e mamar ( o ideal é que mamem ainda na primeira hora de vida). Bebês são levados para os berçários e ficam precocemente e prolongadamente separados de suas mães, prejudicando o estabelecimento do vínculo afetivo e da amamentação.

É por isso que precisamos de semanas como essa, onde o tema é discutido e levado à toda sociedade. Todos nós nascemos um dia, e a maioria de nós tem ou terá filhos. Discutir a forma de nascer é pertinente à nós porque a forma como nascemos impacta diretamente quem somos, mesmo na vida adulta. Se queremos uma sociedade melhor, precisamos melhorar a forma de nascer.

Parto respeitoso não é sobre via de parto. É sobre respeitar a mulher, sua história, suas preferências, seus desejos. É sobre permitir que o processo se desenrole em sua fisiologia, dando suporte e apoio à esta mulher. É sobre manter mãe e bebê juntos. É sobre usar tecnologia e recursos médicos tão somente quando necessário. É sobre deixar a vida seguir seu curso com suavidade e naturalidade. Parto respeitoso é, sobretudo, sobre AMOR!