Exoneração de Dirigentes nada a comemorar

Secretaria Estadual da Educação, sob comando de Rossieli Soares, publicou no Diário Oficial a exoneração de um terço dos dirigentes regionais de ensino, inclusive de nossa cidade Ribeirão Preto.

Segundo a pasta dos 91 gestores, 26 não preencheram os requisitos do novo sistema de seleção para cargos de chefia da pasta. Outros 8 deixarão o posto para se aposentar.

Esse modelo de contratação que é chamado de Líderes Públicos é um programa de avaliação baseado em critérios com foco em gestão no setor público aos moldes das empresas privadas.

Nada mais pernicioso e revelador da falta de compromisso desse grupo político a mais de 24 anos no Estado, que agora assume sua incompetência de gestão da educação com o discurso e prática de passar as mãos de grupos privados esse trabalho.

Segundo o Secretário com o novo processo não haverá indicação política, mas qual o critério que definiu que essas quatro organizações Fundação Brava, Fundação Lemann, Instituto Humanize e Instituto República são apropriadas para esse trabalho de responsabilidade de gestores públicos???

Houve algum debate com Professores, entidades de educação, estudantes e até Deputados(as) da Alesp para definir se de fato esse é o melhor processo??

Foi levado em conta a estrutura de trabalho dessas dirigentes na sua avaliação?? Em Ribeirão parte expressiva das unidades está sem verba desde o início do ano e também falta itens básicos na merenda por questões econômicas de responsabilidade da própria Secretaria Estadual, essas questões são levadas em consideração para o trabalho dos dirigentes???

Como responsabilizar gestores se o Governo não consegue manter o básico nas unidades estaduais??

Como falar em plano de ação para melhoria do Ideb e do Idesp se falta itens básicos desde merenda até segurança nas unidades escolares.

O Secretário começaria bem se tivesse um esforço conjuntamente com o Governador para implementar o Plano Estadual de Educação, apresentasse um plano de reposição salarial aos docentes de São Paulo que é o salário mais baixo de todos servidores com curso superior da estrutura pública paulista, implementar a lei do piso conforme legislação vigente e não deixasse faltar o básico nas escolas estaduais com debate aberto e democrático conforme preconiza o pilar da educação pública no item gestão democrática.

Transferir para a iniciativa privada sua obrigação, não o faz diferente e muito menos melhor que os últimos Governos Estaduais tucanos, apenas revela a incompetência de tratar questões públicas com aqueles que de fato compreendem essa realidade que são seus funcionários, alunos e toda comunidade escolar e demais entidades da educação.